O semanário Savana honrou-me com esta menção na sua edição de há duas semanas:
Dr. Tsunami, já depois de ter feito marcha-atrás nos hospitais de dia, ganhou um aliado de peso na guerra da propaganda. O sociólogo que teoriza corrupção e tenta enquadrar a crítica de cantores críticos lá vai dando uma mãozinha ao doutor no matutino do banco central. A associação dos médicos é que não está pelos ajustes e prepara resposta sobre o tema e a falta de medicamentos nas unidades hospitalares. Vamos ver se solicitam consultoria ao sociólogo para saber como fazer a crítica…
Isto é a propósito de um texto publicado no Notícias a tentar identificar questões que me parecem importantes para o debate público. Na pressa de passarem por cima de uma reflexão crítica útil nem se deram conta da ironia. Os "críticos" dos críticos dos "críticos" preferem simplesmente a “crítica”.
A mediocridade tem método! Pô-lo a descoberto torna o regresso ao blogue aliciante.
8 comentários:
Comentei no blog do Patrício: "Vamos insistir um pouco mais. Desistir seria a vitória da pobreza e, como estamos todos acometidos a esta luta contra a pobreza absoluta (em todas as suas vertentes) temos que continuar."
Serve aqui também. Parabéns pela "promoção" a "aliado" do Ministro da Eduardo Mondlane.
Bem vindo de volta a blogosfera.
A qunto tempo Mestre.
Seja bem vindo.
Com essa do savana, dá pra ver que estás a virar uma celebridade. Só faltam começarem com as caricaturas. Que fazer...
Um abraço
obrigado. aceito a promoção de bom grado. venham daí as caricaturas! mas, sim, vamos insistir um pouco mais. vejo nestas coisas a tentativa de silenciar opiniões diferentes.
Oi Elísio, bom regresso. Este país já teve pensadores oficiais. São os mesmos que, hoje, pretendem silenciar quem pense de maneira diferente. Sempre julgaram que eles eram os únicos com autoridade para opinar.
Obed L. Khan
alo elisio! nao acredito que o objectivo seja de silenciar opinioes diferentes. eu penso que o espaco publico tornou-se mais rigoroso, e para fugir a isso vao se criando espacos paralelos ou modelos de uma critica distruitiva. parece-me importante que haja este tipo de interpelacoes, que a dado passo terao que respeitar os disgnios de uma sociedade pluralista e um espaco publico bem mais exigente.
obrigado, obed l. khan. por acaso, foi assim que comentei no blogue do patrício langa. jorge, espero que tenhas razao. na verdade, acho bastante assustadora esta maneira destrutiva de participar no debate público. muitas vezes dei comigo a pensar se fazia algum sentido submeter-me a este tipo de coisas e se nao devia simplesmente dedicar-me às coisas que me dao mesmo o meu pao. mas essas perguntas é que me levaram a supor que talvez o objectivo fosse mesmo de silenciar.
caro elisio! imagino que tenhas perguntado se vale a pena continuar. esse tipo de questionamento todos temos, acho tao importante que alguns intelectuais e cademicos estejam a participar no espaco publico, somos uma geracao que nunca tivemos esse previlegio de assistir a pluralidade no debate e por isso acho bom que esta cultura de debate e opiniao propria prevaleca, e que fique claro que o debate publico nao se resume a interpelacao ao governo e muito mais do que isso, um exercicio bem mais profundo de cidadania. a nossa sociedade precisa disso, o rigor com que o espaco publico vai se construindo, podera no futuro exigir de todos (os criticos 4x4, criticos dos criticos, critica pela critica, etc)um maneira de estar bem mais responsavel em relacao ao debate e a reflexao de assuntos nacionais.
um abraco
jorge, colocaste bem a questao: exercício de cidadania! abraços.
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