Peço logo de antemão desculpas pelo post que se segue. É longo, demasiado longo. Mas creio ser importante. Não acho bom entrecortá-lo. E creio ser imperioso que ele saia quanto antes. Os dados foram lançados. Temos que prestar atenção. Publico-o também agora porque ao longo da semana que se segue não vou ter tempo para escrever textos de reflexão. Assim, têm toda a semana para ler este. E reflectirem. Interpelarem. Criticarem.
Uma coisa que sempre me intrigou é a independência americana. Porque é que ao declararem a independência os fundadores dos Estados Unidos optaram por um sistema democrático? Porque é que daquele grupo de homens surgiram grandes defensores da democracia, liberdade individual e vontade popular? Certo, a escravatura é uma nódoa muito grande, mas em defesa do sistema instituído as vítimas foram capazes de lutar pacificamente pela sua dignidade. Para ser sincero o que me intrigou não foi exactamente a adopção da democracia pelos americanos fundadores, mas o facto de nós, dois séculos depois dessa grande experiência e apenas uma década após a devolução de direitos cívicos aos negros americanos, termos ganho a nossa independência e optado por um sistema político fechado, hostil à liberdade individual e à diferença. Nunca percebi isto. Durante algum tempo pensei que o facto de uma das primeiras eleições americanas ter sido disputada pelo presidente da associação de filosofia americana e pelo presidente da academia de letras poder conter uma explicação. Mas abandonei essa ideia.
Abandonei-a porque lembrei-me de que sou sociólogo e tenho que começar pelos nossos próprios recursos analíticos. Será que os fundadores dos EUA eram democratas por natureza? Duvido. Desde há algum tempo, sobretudo em resultado da reflexão sobre questões de desenvolvimento em África, tenho vindo a pensar que a democracia e o respeito pela liberdade individual não dependem da existência de democratas. Essas coisas dependem de condições estruturais no interior de uma sociedade que as tornam necessárias. A democracia é uma espécie de árbitro entre vários interesses sociais que de outro modo se iam à garganta. Ela responde a um profundo instinto de auto-preservação. Aqui estou a divergir ligeiramente de Francis Fukuyama que diz que a democracia liberal é o resultado da domesticação do nosso instinto destruidor. Não é. É porque queremos nos preservar. Não é bem a mesma coisa.
Isto tudo vem a propósito do que tem vindo a acontecer nos últimos tempos no nosso País. Algo me diz que estamos perante transformações sociais profundas susceptíveis de dar um outro carácter à nossa sociedade. Um carácter para o melhor, apresso-me a dizer. Este é um grande momento e acho que nós os cientistas sociais devemos prestar muita atenção. O Tribunal Administrativo e o Conselho Constitucional acabam de afirmar a sua independência e reafirmar a sua honestidade profissional. Os médicos estão abertamente em pé de guerra com o Ministro da Saúde. A opinião pública, incluindo incrívelmente membros do partido Frelimo, não poupa palavras nem emoções na exigência de demissão do Ministro da Defesa pela prova de incompetência e negligência na administração do arsenal. Ao mesmo tempo que isto acontece o Presidente da República emite sinais de exaspero em relação à lentidão que a revolução que ele próprio quiz iniciar está a experimentar. E começa a chamar nomes aos camponeses em ignorância aparentemente completa dos verdadeiros problemas por eles enfrentados e do que está realmente a acontecer no País. Que momentos estes!
O que isto quer dizer? Quer dizer que Guebuza está mal? Quer dizer que toda a retórica que o acompanhou até agora está em vias de se revelar como fumo sem fogo? Está lixado? Não creio. Por mais incrível que possa parecer a única leitura que me ocorre fazer a respeito do que se está a passar no nosso País revela que este é o momento de Guebuza. Ele é um homem sortudo. A História está a sorrir-lhe e a dar-lhe a oportunidade que negou a Samora Machel e a Joaquim Chissano. Samora Machel teve a oportunidade de criar as bases para um desenvolvimento saudável deste País, mas preferiu enveredar por ideologias aventureiras mal digeridas ao mesmo tempo que se deixou aparentemente levar pela sua própria retórica de líder carismático. Passou a acreditar que tivesse esse carisma e ninguém se lembrou de lhe dizer que o próprio momento histórico é que dava outras cores à sua voz. Joaquim Chissano, depois de muita hesitação, arriscou a paz, ensaiou a democracia, deixou que fossem outros a pensar o País e teve que se vergar à força silenciosa de um partido fantasma que vive apenas da fama do seu poder. Abriu-se a porta e abriram-se as alas. Deixaram passar Guebuza, ele é patrão, ele é patrão, e, como dizia chapa100 em comentário neste blogue, sem nos cumprimentar anunciou uma revolução nas atitudes: luta sem tréguas contra a pobreza absoluta e suas sentinelas, isto é o burocratismo, a criminalidade, o espírito do deixa-andar e mais uma coisa que não me vem agora à cabeça.
Tenho regularmente criticado esta retórica. Na verdade, contudo, este é o discurso certo para o momento que o País está a atravessar. O discurso da pobreza é bom para os doadores e nós precisamos tanto deles quanto eles precisam de nós. A história do deixa-andar, que eu vejo mais como a cultura da indiferença, das desculpas, da falta de respeito pelo outro e da irresponsabilidade política, é bem real. Se critico este discurso é porque penso, por um lado, que muitos dos que o adoptaram não o entendem e estão a utilizá-lo para evitar fazer o que se precisa de fazer, nomeadamente reformar o aparelho do Estado e torná-lo mais sensível à sociedade, e, por outro lado, porque faz parte da minha formação intelectual nunca considerar findo o trabalho de reflexão crítica. Critico-o porque estou convencido de que o nosso País precisa menos de papagaios e mais de gente ponderada que traga os interesses nacionais no coração. Critico-o no vão esforço, reconheço, de ouvir dos seus utentes o que eles realmente querem e se o que eles querem é o mesmo que eu penso. O extremo voluntarismo do Ministro da Saúde, a impetuosidade da Ministra de Trabalho, a confiança do Ministro da Educação nos juízos que se fazem em cafés sobre a relevância das ciências sociais e a aparente incapacidade da Primeira Ministra em distinguir o privado do público dão-me a impressão de que o Presidente é capaz de ser a única pessoa no interior do seu próprio Governo que sabe realmente o que quer, apesar da sua mal avisada intervenção no ensino superior e do seu deslize em relação aos camponeses.
A ideia de luta contra a pobreza absoluta bem como a identificação do espírito do deixa-andar como o alvo a abater na prossecução desse objectivo constitui, analisadas as coisas friamente, um golpe analítico magistral. Mesmo se alguns de nós somos tentados a ver nesse discurso uma crítica veilada ao seu antecessor, temos de reconhecer que se trata de um diagnóstico absolutamente certeiro ao País. A questão é de saber se ele próprio tem consciência disso e, se a tem, que ideias tem na cabeça para pôr mãos à obra. Até aqui a única ideia que mostrou através de actos concretos foi o reforço do partido, mais um golpe estratégico profundo que pecou apenas por se ter deixado raptar por aqueles que no interior da Frelimo ainda confundem a sorte do partido com a sorte do País e, pior ainda, não conseguem se libertar da ideia de que o que é bom para a Frelimo é necessária e imperiosamente bom para o País. Ao invés de o reforço do partido servir para o tornar mais forte no jogo democrático em que estamos envolvidos, o reforço está a ser utilizado por muitos – chamados bajuladores ou lambe-botas na nossa dicção política – para destruir a democracia, apagar as diferenças entre o partido e o Estado e entregar o futuro de bandeja a quem não tem mais na cabeça senão a ideia de que o que é bom para a Frelimo é bom para o País. Custa-me a acreditar que esta tenha sido a intenção de Guebuza quando se pôs pacientemente a reorganizar o partido. Não joga nem com o seu discurso, nem com os rasgos de perspicácia política que ele de vez em quando vai revelando.
No que diz respeito à reforma do aparelho estatal os actos têm sido, na melhor das hipóteses, extremamente contraditórios. O que os Ministros do Trabalho e da Saúde têm feito, e que é aparentemente aplaudido pelo Presidente – pelo menos nunca lhes chamou atenção quando há muito já o devia ter feito – não me parece demonstração de vontade de trabalhar como alguns observadores na imprensa têm regularmente dito até ao ponto de atribuírem nota máxima ao da saúde. Parece-me, isso sim, pobreza absoluta de ideias sobre como intervir institucionalmente nas áreas de sua competência. Pobre é o sector que depende de rusgas ministeriais para funcionar. Tenho também ouvido que o Presidente reprova relatórios de governos provinciais por não dizerem quantos hospitais e escolas construíram, como se essa devesse mesmo ser a função desses orgãos e não, estrictamente, a criação de condições para que os indivíduos e comunidades eles próprios façam algo por si próprios.
Mas insisto: a História gosta de Guebuza e está a dar-lhe uma oportunidade de demonstrar a paixão que Renato Matusse diz que ele tem pela terra. Estou convencido de que ele tem essa paixão. O homem ele próprio é história. Sacrificou a sua juventude em prol da recuperação da nossa dignidade. Atravessou rios para se juntar a outros que nos deram a nacionalidade de que hoje tantos de nós nos orgulhamos. Não é possível que ele não tenha paixão pela terra. Ele tem, ele tem. Não é só patrão, ele tem também paixão pela terra. O que rima é sempre correcto. Ele é patrão, ele tem paixão. Não obstante, só dizer que tem paixão pela terra não basta. A História está a dar-lhe a oportunidade de não só ser a história – como o foi nos anos de luta de libertação nacional – como também de servir o povo moçambicano de forma decisiva estabelecendo de uma vez por todas as bases para um desenvolvimento são, equilibrado e justo. Ele pode lograr isso e bater Machel e Chissano justamente lá onde a História se tornou madrasta aos seus antecessores. Para isso precisa de prestar mais atenção ao Estado, ao seu partido e à esfera pública, todos eles aliados naturais da História.
O momento histórico
Aqui vou repetir muitas coisas que escrevi numa série de artigos com o título “o que a campanha não discutiu” e que foram publicados no jornal Notícias logo após às eleições. Um aspecto que destaquei nesses artigos foi a necessidade de tornar o Tribunal Administrativo mais operacional. Tudo indica que o Tribunal decidiu ele próprio se tornar operacional. Será forte a tentação de muitos de convencer o Presidente da República que o Tribunal está a ser indisciplinado. Se ele tem paixão pela terra devia ignorar essas pessoas ou tratar de as afastar de perto de si. Vão lhe fazer mal. Nenhum País se constrói sem o respeito pelas próprias leis. Nenhum País se constrói sem a transparência dos seus actos administrativos. Nenhum País se constrói com um Estado que hostiliza militantemente a sua própria sociedade. Por mim até a operacionalidade do Tribunal Administrativo está a tornar a Alta Autoridade para a Função Pública completamente irrelevante – o que é bom – e proporciona ao tesouro público a oportunidade de fazer algumas economias com o fim dos vencimentos e prerrogativas materiais do exército de comissários que aquele orgão tem. Sei que estou a pedir demais.
No fundo, o grande desafio que a reforma do Estado coloca a Guebuza é ao nível da redefinição da sua relação com a sociedade. Resquícios dos gloriosos tempos da revolução determinam ainda que muitos de nós, sobretudo aqueles que fazem política activa, pensemos que a função do Estado seja de trazer o bem-estar às pessoas. Há razões políticas fortes para o Presidente ter interesse em acabar com esta percepção do Estado. Já as desenvolvi em texto anterior aqui no blogue por isso não as repito. De qualquer maneira, o desafio é de redefinir o papel do Estado de modo a devolver a iniciativa ao indivíduo. Foi por essa razão que coloquei pontos de interrogação aos governos provinciais e sugeri que se diminuisse o número de ministérios. Ninguém me quiz ouvir, como é natural, mas a história do paiol dá-me razão. Não foi só negligência. O emaranhado institucional é tão complicado que só para determinar quem vai libertar que fundos é uma verdadeira ciência. Devolver a iniciativa ao indivíduo e às comunidades significa em minha opinião municipalizar à escala do País e descentralizar o mais abrangente possível. Com esse tipo de reformas, por exemplo, dificilmente teríamos problemas como o uso insustentável dos recursos florestais que, em minha opinião, têm menos a ver com corrupção e mais a ver com a vulnerabilidade dos indivíduos e comunidades locais.
O partido é o segundo desafio importante. O seu reforço está a derrapar à medida que o partido é usado para destruir a sociedade e paralisar o Estado. Não faço a mínima ideia do que é necessário fazer para reformar bem um partido. O que sei é que a reforma será boa se tornar os membros porta-vozes das suas comunidades e grupos de interesse. O reforço actual está a criar militantes que defendem a Frelimo, não membros do partido que defendem o seu eleitorado. É aquela ideia de Marcelino dos Santos de que o partido é o povo. Uma má ideia. Este é um fenómeno geral dos partidos políticos moçambicanos. Nunca consegui perceber porque é que problemas como os dos trabalhadores, dos médicos (também são trabalhadores), das comunidades locais, etc. nunca foram objecto de articulação política por parte de deputados no Parlamento. A única explicação que tenho é de que aquele pessoal não representa interesses sociais e locais, mas sim os interesses da ideia que ele tem do seu partido. Assim a democracia não vai andar. É assim que a intervenção política no nosso País não se destaca pela sua lucidez. Com todo o respeito devido às pessoas, a Comissão Política da Frelimo só pode meter medo à Renamo e impressionar a malta de Yaqub Sibindy. Não tenho a impressão de ver ali reunida a nata intelectual da Frelimo e isso nota-se na atitude geral de perplexidade que certos membros daquele orgão vão revelando em público com destaque, ultimamente, para o Ministro do Interior que me parece estar desesperadamente aquém dos desafios que lá imperam. Mas é o que temos e, infelizmente, temos vindo a dizer isto desde que ficamos independentes. Algum dia as coisas têm que mudar. A História está a dar ao Presidente Guebuza essa oportunidade.
Finalmente, o outro desafio importante é a esfera pública. Na verdade, não vejo nenhuma hierarquia entre os três desafios. Cada um deles, à sua maneira, é importante. Nos últimos tempos aumentam as vozes de pessoas que dizem ter medo de falar. Suponho que com isto queiram dizer que não encontram espaço para articular críticas sem sofrerem represálias por isso. Pessoalmente, penso que os tempos em que a Frelimo tinha desrespeito total pela vida humana já passaram. Isto não implica necessariamente que não haja uma e outra pessoa que, por excesso de zelo e agindo naquilo que ele pensa ser o interesse da “Frelimo”, possa agredir os que queiram pensar criticamente. Mas justamente por causa disto mesmo é importante que cada um de nós assuma a liberdade de expressão como um direito inalienável. E a História está a solicitar ao Presidente da República para chamar atenção aos seus seguidores e subordinados para deixarem em paz os que querem usufruir dessa liberdade. Chamar atenção não significa aceitar tudo o que é crítica, mas sim, primeiro, aceitar a crítica como um convite ao diálogo – e congratular-se pelo facto de o seu trabalho estar a ser objecto de crítica – segundo, não supor que quem critica é porque quer mal ao País como a Primeira Ministra tem insistentemente insinuado e, terceiro, usar a crítica como uma oportunidade bem vinda de avaliar de forma independente o seu próprio desempenho.
Não creio que os nossos receios sejam fundados. Todavia seria bom que nós os cientistas sociais dedicássemos mais tempo a perceber o que está por detrás deles. O meu palpite, o mais forte, é esta história de uma Frelimo todo-poderosa. Esta história alimenta-se, por sua vez, da nossa concepção de boa vida – que discuti aqui no post sobre a riqueza relativa – e que leva muitos de nós, incluindo académicos, a trocar a sua consciência pelo conforto material. Muitos académicos deviam ter vergonha de si próprios. São muitos que não estão contentes com a interferência política na academia, mas muito poucos tiveram a coragem de dizer isso publicamente. Esquecem-se que o próprio Presidente da República deu o exemplo de coragem e honestidade intelectual ao sacrificar a sua juventude para lutar pelo que ele considerava justo. Custa-me crer que um indivíduo com este perfil possa ter problemas com espíritos abertos, críticos e íntegros. De qualquer maneira, ele pode ajudar as pessoas a se sentirem livres relaxando a exigência de que se seja membro do partido para se ser alguma coisa. Quem sairia a beneficiar disso seria o partido e, em última instância, o País.
A paixão pela terra
O debate de ideias devia ser uma aposta. A proliferação de blogues e fóruns de discussão moçambicanos na internet está a revelar jovens brilhantes que se preocupam com a sorte do País e que têm a cabeça para levar o País adiante. Isto é um elogio a quem nos governou este tempo todo, pois muitos são o resultado das suas políticas de educação. Apesar de algumas pessoas quererem silenciar esses jovens encorajando-os a criar o auto-emprego ao invés de só falarem, eles estão a mostrar a outra face do desenvolvimento que, afinal, é uma das suas condições sine qua non: o espírito crítico, aquilo que o sociólogo Carlos Serra chama de mentalidade sociológica. A fraca aposta no debate de ideias advém de um grande mal-entendido que coloca ao Presidente da República talvez o maior desafio pessoal. A forma como muita gente da Frelimo fala dá a entender que eles têm uma concepção de poder político que confere ao Presidente da República, independentemente de quem quer que ele seja, desde que seja da Frelimo, o dom da infalibilidade, presciência e omnipotência. Essas pessoas não lhe querem bem. A infalibilidade é impossível porque ele ou ela é humano como todos nós. A presciência é também impossível porque a não ser que ele ou ela sejam capazes de criar um Estado totalitário perfeitíssimo – isso, entre nós, nem o governo colonial conseguiu e, fora, é só ver o que aconteceu à União Soviética – nunca vai poder saber de antemão o que vai na mente das pessoas e o que vai acontecer amanhã em resultado da sua política. A omnipotência é capaz de ser possível. Imagino-a como o poder de decidir tudo, mandar em tudo e em todos. Só que um poder político assim concebido é a receita da sua incoerência, oportunismo e, acima de tudo, indiferença pública. Não gostaria de estar na pele do Presidente da República para ponderar este desafio, pois nenhuma pessoa prescinde facilmente de prerrogativas que lhe conferem poderes quase ilimitados. Mas seria tão bom para o País.
Afinal, é do País que estamos a falar. Estamos a falar de uma onda que se apresenta ao Presidente da República como um dorso que ele pode cavalgar rumo à realização do que a História lhe reservou. Os sinais sociológicos parecem claros a este respeito. O Tribunal Administrativo, o Conselho Constitucional, os médicos, os que pedem a demissão do Ministro da Defesa e tantos outros que só em surdina falam e prejudicam o País com a sua indiferença não estão a ser indisciplinados ou a faltar respeito ao Presidente da República. Estão a revelar a cristalização de processos sociais susceptíveis de assegurarem o sucesso da revolução que Guebuza iniciou muito antes mesmo de se tornar Presidente da República. Alguém tem que lhe ajudar a ler estes sinais, de preferência pessoas que na urgência de se mostrarem úteis à sua ideia de “Frelimo” não andaram a falar mal das ciências sociais e não infectaram o Presidente da República com o vírus da intolerância à crítica.
Eu confio nele. E mesmo se ninguém lhe disser o que se está realmente a passar no País, espero que a reflexão que todos os dias fazemos nestes espaços, no Ideias para Debate, Quotidiano de Moçambique, Diário de um Sociólogo, Olhar Sociológico, Ideias de Moçambique, Nkhululeko e vários outros fóruns nos ajude a percebermos o País cada vez melhor e, através dessa compreensão, a percebermos quem realmente tem paixão pela terra. Estou certo que não é só o Patrão. Somos muito mais.
Posição tomada, Ideias cumpridas!