quarta-feira, outubro 03, 2007

O problema do HIV-SIDA (3)

Os dados

Para mim o maior desafio que o HIV-SIDA nos coloca está relacionado com os dados. Digo abertamente: não confio nem um bocadinho nos dados que circulam no nosso país. Tenho até a impressão de que o problema, quantitativamente, é menos grave do que é apresentado nessas estatísticas, mas, mesmo assim, suficientemente sério para merecer atenção urgente. De uma forma geral, os dados sobre o HIV são recolhidos segundo esquemas mais ou menos idênticos. O primeiro esquema baseia-se em entrevistas com pessoas de diferentes grupos etários e sociais em relação ao que sabem sobre o HIV, sobre a sua atitude em relação a práticas e relações sexuais e, naturalmente, sobre o seu próprio comportamento. São os famosos estudos CAP (Comportamento, Atitudes e Práticas). A partir do que se apura daí fazem-se extrapolações sobre prováveis níveis de infecção.

O segundo esquema baseia-se em amostras feitas a grupos chamados de risco. Aqui também é preciso prestar atenção à terminologia. Pertecem a grupos de risco pessoas com um comportamento de alto risco, por exemplo, gente promíscua, prostitutas, soldados, camionistas, prisioneiros, trabalhadores imigrantes, certos grupos etários – por exemplo, 15 a 24 anos – e ainda pessoas que vão aos postos de saúde por terem doenças venéreas. Outros grupos que podem ser considerados – e são-no – são mulheres em estado de gravidez, doadores de sangue e, em alguns casos, pessoas que querem comprar um seguro de vida. O terceiro esquema é mais especulativo ainda. Baseia-se na computação do número de órfãos do HIV, número de doentes do HIV-SIDA, despesas que os doentes do HIV causam ao sistema nacional de saúde, percentagem de óbitos em resultado do HIV e número de crianças com idades compreendidas entre os 0-4 infectadas com o vírus (através da mãe, por exemplo).

A ciência não tem como objectivo ter certeza absoluta sobre seja o que for, pois isso é impossível. Pelo menos do ponto de vista da teoria epistemológica com a qual eu alinho. Sendo assim, não podemos criticar os dados que temos no país na base do argumento segundo o qual esses dados não nos dão certeza absoluta em virtude da forma como foram recolhidos. É verdade que os métodos que acabo de enumerar aqui são muito inseguros, sobretudo quando tomamos em consideração o facto de que sabemos muito pouco sobre a estrutura social da nossa sociedade. Por exemplo, no nosso país extrapola-se a partir da taxa de prevalência nas mulheres grávidas entre os 15 e 49 anos e que passam pelos hospitais, evidentemente. Em relação à outra forma, chamada entre nós, de passiva, as próprias autoridades reconhecem que ela só capta 9% do número real – ou não, acrescento eu. De qualquer maneira, o que me parece importante do ponto de vista da pesquisa social empírica é ganharmos o hábito de questionar os dados. E no caso particular do HIV há várias razões para fazermos isso. A primeira razão está ligada à necessidade de sabermos como é que os dados são recolhidos. Com tantos métodos é legítimo pensar que uns sejam melhores que outros. Sendo assim, é interessante não só saber que dados temos como também sabermos de onde veem os dados que temos. Quem os recolheu? Usando que metodologia? Que ilações é que essas metodologias permitem-nos tirar? A segunda razão está ainda ligada a este aspecto da diferença de qualidade nos métodos. Existe uma controvérsia bastante quente em relação ao próprio vírus do HIV, isto é, se existe ou não. Não me vou meter nessa discussão porque é demasiado complexa. Thabo Mbeki e a sua ministra da saúde que o digam. Contudo, um elemento dessa discussão merece a nossa atenção, nomeadamente os instrumentos bio-médicos utilizados para os testes. Sabe-se, por exemplo, que o famoso relatório Nelson Mandela sobre o HIV no seio da população infantil sul africana teve o grande – senão mesmo grandissíssimo – problema de ter usado um teste que segundo os fabricantes só podia ser aplicado a pessoas com idades superiores a 14 anos!

Abro, aqui, um parêntesis para fazer um comentário sobre os próprios testes. Segundo o Plano Estratégico de Combate ao SIDA o principal teste usado (mas só na Beira e Maputo) é o famoso ELISA (maldita coincidência de nomes!). O debate é velho, mas merece ser mencionado. Este teste procura anti-corpos – portanto, não o vírus em si – pois parte-se do princípio de que esses anti-corpos se constituem para defender o organismo em virtude da presença de um vírus. Se quiserem, estes testes baseiam-se numa teoria de conspiração, embora no caso se trate de uma teoria útil e legítima. Ora, o grande problema – que é sobretudo apontado pelos chamados “dissidentes do SIDA”, isto é cientistas e activistas que não concordam com a visão oficial da indústria do HIV, e por essa razão muitas vezes ignorados – é que muitas das doenças que são endémicas em África provocam esse tipo de reacções no corpo. Na Europa, por exemplo, este teste não é suficiente para estabelecer que alguém tem HIV-SIDA. São necessários mais testes. É daí que há alguns anos se dizia no Uganda que a forma mais eficiente de curar o HIV-SIDA era ir fazer um teste na Austrália, onde os valores eram mais elevados, portanto, menos restrictos que na maioria dos testes aplicados em África. Por favor, atenção: não estou a sugerir que as pessoas oficialmente diagnosticadas com HIV não padeçam disso. Estou apenas a dizer que uma abordagem académica deste problema tem que ter isso em conta. E uma política assente no alarmismo também não ajuda. É contraproducente, como aliás veremos amanhã na discussão de algumas teorias.

A terceira razão é geral. Os dados sobre o HIV são muito importantes. A partir deles é possível – segundo o que muitos pensam – dizer muita coisa sobre o carácter de um povo, seus hábitos e o que é necessário para o regenerar. Uma coisa que pode ter consequências assim tão abrangentes precisa de assentar sobre bases bem sólidas. Pessoalmente, tenho muitas reticências em relação à ideia da nossa cultura que o Plano Estratégico de Combate ao HIV-SIDA veicula. Baseia-se em dissertações antropológicas de qualidade duvidosa e que generalizam, ao mesmo tempo que essencializam, a(s) nossa(s) cultura(s) sem nenhum suporte empírico defensável. Volto a este assunto, ainda que brevemente, na última postagem da série.

Portanto, no fundo, não se trata de aceitarmos ou não seja o que for. Trata-se de perceber melhor o que usamos como dado para ficarmos ou não preocupados. E para agirmos. A dúvida metodológica é sempre salutar e a boa nova é que essa dúvida faz parte do nosso trabalho como cientistas sociais. Ninguém nos pode acusar de cinismo. E se alguém, apesar de tudo, o fizer, podemos sempre justificar a nossa atitude com recurso à importância da dúvida do ponto de vista metodológico. Connosco ninguém ganha.

3 comentários:

ilídio macia disse...

Relativamente aos dissidentes, permita-me, por favor, publicar o ponto de vista de Roberto Giraldo,que até 2002 era Presidente do Grupo para a reavaliação científica do SIDA.
"A AIDS (sigla em inglês da síndrome da imunodeficiência adquirida) não é uma doença infecciosa; não é causada por vírus e não se transmite por via sexual. Admitir a existência de um vírus – que até o momento não foi possível isolar – como origem da AIDS é negar as verdadeiras causas de uma infinidade de sintomas e patologias que a indústria médica decidiu chamar de AIDS, como são as enfermidades da pobreza e o enfraquecimento do sistema imunológico da raça humana. Admitir isso é questionar não só a origem de uma doença, como também grande parte dos problemas sanitários mundiais. A solução para a grande maioria desses problemas não depende de novos medicamentos e vacinas, mas de uma política justa, ética e solidária, hoje inexistente. Em linhas gerais, essas foram as conclusões apresentadas pelos cientistas dissidentes da versão oficial da AIDS no Encontro Internacional para a Reavaliação Científica da AIDS, organizado pela Asociación de Medicinas Complementarias, ocorrido em Barcelona, na Espanha, no mês de julho de 2002. O encontro, ignorado completamente pelos meios de comunicação, aconteceu paralelamente à Conferência Internacional da AIDS, patrocinada fundamentalmente pelas indústrias farmacêuticas. Como era de se esperar, as conclusões da Conferência sugeriram a promoção de novos medicamentos – e colossais investimentos para a pesquisa de uma hipotética vacina – como o único tratamento para as mais de seis milhões de pessoas afetadas.

O Doutor Roberto Giraldo, ex-catedrático de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Antióquia, na Colômbia, e presidente do Grupo para a Reavaliação Científica da Hipótese do HIV-AIDS, denunciou uma vez mais, e com coragem, como o complô entre governos e indústrias farmacêuticas está pondo em perigo a sobrevivência do ser humano, com suas ações equivocadas, inverossímeis e terrivelmente mortais. Atualmente trabalha no Laboratório de Diagnóstico Molecular do New York Hospital Cornell Medical Center, de Nova Iorque. Ayda Ardila, da equipe de redação do boletim da Associação VIDA SANA de Barcelona, Espanha, entrevistou Dr. Roberto Giraldo.

Dr. Roberto Giraldo, o que é a AIDS?
É o estado máximo de degeneração a que um ser humano pode chegar. Antes da AIDS havia muitas doenças e muitas condições que indicavam que os tecidos, órgãos e sistemas do corpo humano estavam se deteriorando, mas com a AIDS falamos de um colapso de todos os sistemas e não somente do imunológico. É um sinal de alerta que nos indica que, pela primeira vez na história da humanidade, nossa espécie corre perigo de extinção.


Quais são as manifestações clínicas da AIDS?
Nem todo aquele que apresenta reação positiva nos exames do HIV (Human Immunodeficiency Virus) tem AIDS. Uma pessoa tem AIDS quando está doente, quando já tem as manifestações ou sintomas de que seu sistema imunológico está em colapso e muitos de seus órgãos estão sofrendo as conseqüências do estresse devido a tóxicos. O sistema imunológico nos defende de infecções, de tumores e coordena todos os órgãos e funções do corpo humano. Ocorrendo a falência desse sistema, o indivíduo é vítima de inúmeras infecções que atentam contra sua vida, como pneumonia, toxoplasmose, criptococose e candidíase. Aparecem tumores, como o sarcoma de Kaposi, que é um tumor de vasos sanguíneos que começa na pele e penetra nos pulmões, fígado e vias digestivas. Não podendo o sistema imunológico controlar todos os órgãos do corpo, o indivíduo sofre demência, enfraquece, perde a visão, envelhece, tem diarréia... Mas cuidado: nem todo aquele que padece de alguma dessas infecções tem AIDS. Para que haja AIDS, é preciso que ocorram muitas infecções ao mesmo tempo.

E quanto à transmissão sexual?
A AIDS não é uma infecção. Portanto, não se adquire mantendo relações sexuais com outra pessoa. Trata-se de uma doença tóxica e nutricional. Aconselho àqueles que padecem de AIDS a se informarem bem, pois existem dois lados na história da AIDS. Há o lado dos pesquisadores e defensores do HIV como sendo a causa da AIDS e há outro grupo de pesquisadores, jornalistas e ativistas de todo o mundo, além de gente comum, que acreditam, com base nos argumentos científicos disponíveis, que a AIDS não é uma doença infecciosa, não é causada por vírus, nem se transmite sexualmente.

E o sexo seguro?
Não há nenhum inconveniente em manter relações sexuais com uma pessoa portadora do HIV, porque não há nada a ser transmitido. O que é grave é fazer sexo com uma pessoa e usar drogas, porque isso vai deteriorar o sistema imunológico. O mito da transmissão sexual é tão difundido, que existem seis bilhões de pessoas no planeta que acreditam nisso e têm pânico de sexo! É preciso recuperar a vida sexual como uma das atividades fundamentais do ser humano, porque esse mito está criando problemas para as gerações futuras.

Não se deve esquecer do uso do preservativo...
Deve-se usar o preservativo para a finalidade que sempre teve: evitar a gravidez e o contato com o sêmen, pois está demonstrado que, quando se está doente, o sêmen é um agente biológico que reduz as defesas. O uso da “camisinha” evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis, a gonorréia... O preservativo não serve para evitar o contágio de um vírus que não existe!

E quanto à transmissão por transfusão de sangue, uso de seringas ou pela mãe ao feto?
Há uma crença generalizada de que a doença é causada pelo HIV. Mas nada disso foi comprovado cientificamente e trata-se somente de um mito. Ao fornecerem gratuitamente seringas aos usuários de drogas, os governos estão não só promovendo a toxicomania, como também aumentando o tráfico. É preciso dizer a verdade aos usuários de drogas: está comprovado cientificamente que o uso de drogas por longos períodos destrói o sistema imunológico e provoca AIDS.

Qual é, então, a causa da AIDS?
Na verdade há cinco agentes ou tóxicos que deterioram o sistema imunológico e causam AIDS.
agentes de origem química: drogas, contaminação ambiental, antibióticos, detergentes...;
agentes físicos: o ruído, viver em grandes alturas ou em grandes profundidades, o campo eletromagnético a que estamos submetidos pela criação cada vez mais freqüente de aparelhos elétricos, geradores de pequenas radiações, que, com o tempo, vão minando o sistema imunológico;
agentes biológicos: tudo aquilo que entra no corpo com vida, como o sangue, as vacinas, o sêmen...;
agentes mentais: a própria histeria de pânico à AIDS está criando estresse — de fato, há pessoas que fazem os exames todos os meses até sair positivo, pois está comprovado que o estresse produz grande aumento de anticorpos poliespecíficos no sangue, os quais provocam uma reação positiva nos exames, mesmo não havendo nenhuma infecção — a ansiedade, a depressão, viver negativamente...;
agentes nutricionais: o excesso de comida errada ou a falta de comida saudável. Nos países pobres, a AIDS é causada por fome, porque não se come o suficiente para satisfazer as necessidades do organismo.
Mas a fome existe há muitíssimo tempo na África...
Sim, mas antes a África e os países pobres nunca haviam sido tão pobres como agora — e tudo tem limites. A renda per capita está diminuindo. Hhá cada vez menos dinheiro para comprar o básico, cada vez se come menos. A falta de comida está fazendo com que as crianças nasçam menores, cresçam menos e que a expectativa de vida diminua... Isso indica que a pobreza não é a mesma de sempre e que o corpo já não agüenta mais! As pessoas na África têm fome, desnutrição, parasitos e falta de higiene em decorrência da pobreza a que estão submetidas. Por isso é que lá há tantos casos de AIDS.

Por que persiste o mito da transmissão da AIDS?
Na década de sessenta começou um movimento de libertação que levou ao exagero de certos direitos, dando lugar a orgias e ao consumo excessivo de drogas durante o ato sexual, entre as quais, os poppers (nitritos de amila e butila), usados como afrodisíacos que estimulam o desejo sexual e produzem o relaxamento de alguns esfíncteres do corpo humano, permitindo a penetração de objetos grandes no reto ou outros orifícios. Os primeiros casos de AIDS, em 1981, apareceram num grupo de homossexuais de Los Angeles, que realizavam esse tipo de práticas anormais. Enfatizo a caracterização de anormais, porque é preciso esclarecer que a homossexualidade nunca foi causadora de doença; é uma forma de vida que existe há milhares de anos e tão comum e regular quanto a heterossexual. Foi então que o CDC – Centro de Controle das Doenças dos Estados Unidos — cometeu um tremendo erro: não se perguntou o que tinha acontecido com essas pessoas. Os pesquisadores determinaram que, como era um grupo de homossexuais, a AIDS era uma doença de transmissão sexual.

Sem comprovação científica?
Quando se recorre a pesquisas científicas para encontrar a causa dessa transmissão, não se acha nada que confirme tal afirmação. Trata-se de um boato que foi crescendo graças aos meios de comunicação.

O CDC é culpado desse mito?
Sim, e continuarei fazendo essa afirmação ainda que me digam que estou fazendo uma acusação muito grave, por ser cidadão americano. Fui vítima de muitas perseguições pelos órgãos de saúde do governo americano. Pediram minha destituição do hospital onde trabalho, fizeram contra mim toda sorte de ofensas em razão do que tenho dito, mas estou convencido de que alguém tem que levantar a voz em defesa das pessoas e continuarei denunciando que o CDC criou um mito e está atentando contra a saúde e o bem-estar das pessoas em todo o mundo.

Por que os grupos dissidentes são um perigo para os governos, indústrias farmacêuticas, Banco Mundial...?
Os dados científicos indicam que estamos com a razão e isso é muito grave, porque não há nada em comum entre nosso ponto de vista sobre a AIDS e o dos defensores ortodoxos do HIV. A ciência cometeu um erro muito grave. A AIDS é a doença que, na história da medicina, mais se difundiu. Entretanto, não é a doença que mata mais pessoas no mundo. Estatisticamente é superada pelos acidentes, assassinatos, suicídios, câncer, doenças cardiovasculares, doenças infecciosas... Apesar disso, as pessoas não sabem muito sobre malária ou tuberculose e todo mundo acha que entende de AIDS e de sexo. Alguém provocou um caos para seis bilhões de pessoas e, quando o mundo se der conta disso, será muito embaraçoso e não vão perdoar alguns pesquisadores do governo por essa colossal mentira.

Aproxima-se um caos mundial?
Há implicações políticas sérias porque, uma vez descoberta a verdade, quem vai acreditar de agora em diante nos governos do mundo? Quem vai acreditar nas companhias farmacêuticas, que estão produzindo drogas para matar um vírus que nunca foi visto? Certamente haverá um caos, mas nós, dissidentes, pensamos que os problemas graves têm soluções. Estamos apenas mostrando a verdade ao mesmo tempo em que torcemos para que isso não seja muito violento nem caótico.

Mas há outros interesses...
Há quatro anos, quando fui à Conferência Mundial da AIDS, em Genebra, percebi que, junto aos estandes das indústrias farmacêuticas e das ONGs, havia um estande muito grande do Banco Mundial. Perguntei-me o que aquela instituição estava fazendo lá. Muito simples: o Banco Mundial lançou vários livros sobre a AIDS e está oferecendo empréstimos aos países pobres para que comprem medicamentos das companhias farmacêuticas americanas para tratar de um vírus inexistente, medicamentos que, em vez de curar, aceleram a morte do doente.

Qual a sua opinião sobre os medicamentos para pacientes de AIDS?
Diz-se que a AIDS é uma doença viral. Mas, como todos os medicamentos contra vírus são terrivelmente tóxicos, não temos medicamentos para a poliomielite, hepatite B e A, dengue e outras doenças autenticamente virais. A uma pessoa que tem poliomielite, não se pode dar um tratamento para acabar com o vírus da pólio, porque isso acabaria matando essa pessoa e a medicina tem conhecimento desse fato há mais de cem anos. Por isso, chama a atenção que agora os pesquisadores das companhias farmacêuticas tenham resolvido desrespeitar um século de conhecimentos sobre a virologia e estejam inventando medicamentos para tratar de um vírus que nunca foi visto, nem isolado, nem cultivado. O vírus da pólio existe, como o da hepatite, da dengue..., mas o da AIDS, ainda precisam nos mostrar! A imagem do vírus que apresentaram na conferência oficial na da mais é do que uma criação virtual.

Como curar a AIDS?
Os medicamentos são terrivelmente tóxicos e as próprias indústrias farmacêuticas fazem essa advertência nas bulas para se eximirem de toda responsabilidade. Nós, dissidentes, insistimos que a AIDS pode ser curada com medicamentos não-tóxicos, que resultam em cura definitiva, e não com antiviróticos, que destroem os tecidos do organismo e provocam a morte do paciente. Quando isso acontece, os pesquisadores simplesmente explicam que o vírus sofreu mutação e se tornou resistente.

Qual é o tratamento a ser seguido?
Para os que não estão tomando medicamentos, é muito fácil: devem ficar longe de todos os agentes tóxicos que já mencionamos. Para aqueles que tomam medicamentos, sugiro que não os suspendam de um dia para o outro, pois existe o efeito placebo: a pessoa pode estar tomando esses medicamentos e acreditar que lhe fazem bem e essa crença lhe fará bem por um longo tempo. Se o uso do medicamento é suspenso e a pessoa se sente insegura, nesses dias pode sofrer um colapso do sistema imunológico e morrer. Primeiramente é preciso informar-se bem e ir diminuindo gradativamente o uso, com o acompanhamento de um profissional da saúde. Na medicina natural, por exemplo, são feitos excelentes tratamentos de desintoxicação, porque uma pessoa que tem AIDS (ou é soropositiva) está simplesmente intoxicada, oxidada, mas não infectada .

A solução é a desintoxicação?
Sim, e posteriormente os órgãos e sistemas enfraquecidos devem ser estimulados pelo uso de vitaminas C, A e E, que são fortes antioxidantes. Se a pessoa é muito pobre, só a vitamina A é suficiente, pois até os defensores do HIV têm demonstrado que, se uma mãe tem bom nível de vitamina A no sangue, o filho jamais nascerá com AIDS, nem se tornará soropositivo. Mais que isso: se um soropositivo tiver níveis normais de vitamina A no sangue, nunca terá AIDS. Se o orçamento não é suficiente para comprar vitaminas, será preciso comer cenoura, frutas e verduras frescas que contenham muito caroteno, que são uma boa fonte de vitamina A. Portanto, a pessoa pode se curar facilmente e de forma pouco dispendiosa e, uma vez curada, pode ter uma vida normal."

ilídio macia disse...

A afirmação que se segue é da sua autoria, caro elísio:
"Ora, o grande problema – que é sobretudo apontado pelos chamados “dissidentes do SIDA”, isto é cientistas e activistas que não concordam com a visão oficial da indústria do HIV, e por essa razão muitas vezes ignorados – é que muitas das doenças que são endémicas em África provocam esse tipo de reacções no corpo. Na Europa, por exemplo, este teste não é suficiente para estabelecer que alguém tem HIV-SIDA. São necessários mais testes." E Roberto Giraldo afirma:

"Admitir a existência de um vírus – que até o momento não foi possível isolar – como origem da AIDS é negar as verdadeiras causas de uma infinidade de sintomas e patologias que a indústria médica decidiu chamar de AIDS, como são as enfermidades da pobreza e o enfraquecimento do sistema imunológico da raça humana. Admitir isso é questionar não só a origem de uma doença, como também grande parte dos problemas sanitários mundiais". Isto tem que ser bastante discutido.

Elísio Macamo disse...

ilídio, obrigado pelo texto e pelos comentários. existe, de facto, uma oposição muito forte à ortodoxia da indústria do hiv-sida. a discussão é, por vezes, muito técnica demais para pessoas como nós. há razões para termos reticências, mas não possuo elementos suficientes para me decidir. como se trata de um assunto muito sério, prefiro fazer o mais sensato que é duvidar dentro da aceitação da visão ortodoxa. o mais importante para mim é pensar o hiv-sida, do ponto de vista político, como mais um desafio de desenvolvimento e que tem muito a ver com as políticas públicas. a ausência desta perspectiva incomoda-me e aí os dissidentes dizem coisas interessantes. podem estar enganados no que diz respeito aos aspectos bio-médicos da questão, mas a sua insistência na pobreza parece-me útil.