quinta-feira, março 05, 2009

A caixa de ferramentas do sociólogo

Tornar-se irrelevante

Cientistas sociais têm um problema muito sério. O contributo que eles prestam à sociedade é muito difícil de avaliar. É pelo menos muito mais difícil de avaliar do que o contributo prestado por outros profissionais. Os médicos curam doenças. Os engenheiros constroem infra-estruturas. A polícia garante a segurança. Os jornalistas informam. Os animadores e activistas animam e activam. Mas o que fazem os cientistas sociais? O que fazem os sociólogos? Dizer que estudam a sociedade parece-me pouco. Dizer que ajudam a perceber a sociedade padece do mesmo mal. Infelizmente, contudo, este pouco é que define a contribuição das ciências sociais de uma maneira muito geral. A nossa contribuição consiste em ajudarmos os demais a perceberem melhor a sociedade em que vivem. Mas lá está: o que significa ajudar a perceber melhor a sociedade em que vivemos? Aqui as coisas ficam muito complicadas. Tão complicadas que corremos o risco de nos tornarmos irrelevantes no preciso instante em que tentamos esclarecer isso.

Esta dificuldade parece-me patente na forma como alguns colegas cientistas sociais estão a abordar fenómenos do quotidiano. Refiro-me concretamente a fenómenos como a crença na ideia de que alguém possa amarrar a chuva. Esta crença, a julgar pelos vários noticiários, está a causar mortes e tumultos em algumas regiões do país. Caíu-me recentemente na caixa de correio – por via do Moçambique online – uma mensagem de Manuel Araújo a comentar uma observação feita por alguém escondido por detrás de um pseudónimo, Maximum Consult. Manuel Araújo protestava dizendo que os zambezianos não são arcaicos porque essa pessoa escrevia que a crença na capacidade mágica de amarrar a chuva era própria de comunidades amarradas (sic) ao obscurantismo e à bruxaria. E Maximum Consult rematava: é como se essas comunidades não tivessem evoluído e continuam a pensar de uma forma arcaica. Esse texto foi publicado na edição de 17 de Fevereiro do Zambeze Online (lê-lo aqui). Embora legítimo, parece-me exagerado o protesto feito por Manuel Araújo, pois o autor do texto não disse taxativamente que os zambezianos são arcaicos; ele simplesmente colocou como hipótese que essa crença pudesse ser a manifestação de uma forma arcaica de pensar. Não é, contudo, a reacção de Manuel Araújo que interessa discutir aqui, mas sim a reacção de alguns colegas cientistas sociais.

Pessoalmente, acho que esta maneira de colocar as coisas é perfeitamente legítima e coerente. Suponho que esse Maximum Consult seja alguém que passou pela escola e lá adoptou a visão científica do mundo que é ensinada a todos nós. A física e a química, mediadas pela metereologia e pela lógica, ensinam-nos que não é possível que alguém amarre a chuva. Em função destes ensinamentos, entreter outro tipo de ideias em relação ao que provoca a chuva ou impede que ela caia viola tudo quanto aprendemos na escola e revela, aí está a coerência de Maximum Consult, formas de pensar que no contexto da evolução do conhecimento científico são próprias de sociedades que pararam no tempo. Pode, naturalmente, ser que a capacidade de amarrar a chuva seja perfeitamente consistente com uma outra maneira de abordar a natureza ou a vida e, nesse sentido, fazer parte de um sistema de conhecimento diferente ou alternativo. Contudo, essa posição só pode ser defendida apresentando esse outro sistema de conhecimento e demonstrando empiricamente o que ele pode fazer. Estou a pensar, por exemplo, na medicina tradicional chinesa que tem uma outra concepção do corpo humano, em função da qual concebe a sua terapia e diagnósticos. Mas quem reclama compromisso com a visão científica aprendida na escola não pode entreter a ideia de que alguém possa amarrar a chuva sem se tornar incoerente.

E é aqui onde entram em cena as ciências sociais. Ajudar a perceber melhor a sociedade em que vivemos não significa dar crédito ao que não faz sentido. E não faz sentido entreter a ideia de que alguém possa amarrar a chuva. Muito menos quando essa crença pode levar as pessoas a matarem outras. A confusão que alguns colegas cientistas sociais fazem aqui parece-me residir na falta de cuidado em distinguir “compreensão” de “justificação”, uma confusão que se faz presente na concepção militante que alguns de nós têm das ciências sociais. Infelizmente, essa concepção militante ganha plausibilidade não tanto pela coerência e solidez do que diz quanto pela inclinação sempre presente de chamar nomes aos que não a partilham. Assim, basta dizer que quem acha que a crença na capacidade mágica de amarrar a chuva seja algo irracional – e eu acho que é irracional; acho também que as autoridades devem agir com firmeza contra os que fazem isso – é alguém que só opina sem fazer pesquisa, um opinador vaidoso, etc. para que o fenómeno em questão fique impermeável à crítica. Eu acho que isto torna as ciências sociais irrelevantes.

Não é que não seja relevante procurar saber porque existem tais crenças; nem é mesmo porque as pessoas que têm essas crenças não tenham razões para as terem. É claro que a nossa própria sociedade cria, provavelmente, as condições dentro das quais tais crenças podem nascer ou serem mantidas. É claro que é em referência a essas condições que podemos procurar saber que motivos levam as pessoas a crerem em certas coisas e a estarem dispostas a agir de acordo com essas crenças. Mas reconhecer isto tudo não nos obriga a darmos o benefício da dúvida aos que matam pessoas na crença arcaica de que essas pessoas amarraram a chuva. Um pouco por todo o lado no nosso país são mortas pessoas, vítimas destas crenças arcaicas: velhinhas, sobretudo velhinhas, são queimadas vivas em suas palhotas acusadas de serem feiticeiras; outras são afogadas acusadas de se transformarem em crocodilos; crianças são orbrigadas a procurarem refúgio na rua acusadas de serem feiticeiras. E por aí fora. As autoridades não podem ficar à espera de cientistas sociais que só lhes vão dizer que dentro do sistema de valores dessas comunidades ou na sua relação injusta com o Estado essas crenças são perfeitamente racionais. Nenhum desses “cientistas sociais” haveria de gostar de saber que a polícia não prendeu certos membros de uma comunidade rural que assassinaram a sua avó lá na província por achar que eles estariam a agir de acordo com os seus valores culturais. Seriam os primeiros a gritar que a polícia é indolente.

O apelo à opinião popular

No fundo, não é preciso ser cientista social para abordar estes fenómenos com o cuidado que eles exigem. O único requisito é que se seja crítico, o nosso tema de sempre. Vou fechar esta breve reflexão com algumas dicas sobre como evitar se tornar irrelevante fazendo uso dos recursos que a lógica coloca ao nosso dispor. Na verdade, o argumento que está por detrás da ideia de que não seria correcto apelidar de irracional estes fenómenos é um tipo de argumento muito frequente na esfera pública. Ele consiste num apelo à opinião popular. E o apelo à opinião popular tem uma estrutura argumentativa muito simples. A premissa geral é a seguinte: A (um fenómeno, crença, etc.) é geralmente aceite como sendo verdadeiro. Vamos lá, a ideia de que pessoas possam amarrar a chuva é aceite como sendo verdade. A segunda premissa consiste numa presunção: Se A (a crença na ideia de que certas pessoas podem amarrar a chuva) é geralmente aceite como sendo verdadeira, existem, então, razões a favor de A (isto é, da crença na ideia de que certas pessoas possam amarrar a chuva). Notem a circularidade do argumento. A sua conclusão é de que existem razões a favor de A, isto é a favor da legitimidade da crença. Até aqui não ganhamos nada a não ser uma certa predisposição para nos interessarmos pelo que está por detrás da crença.

Neste ponto interveem duas perguntas fundamentais. A primeira é simples: que provas existem que sustentam a ideia de que A seja geralmente aceite? A porca torce o rabo neste ponto, pois os cientistas sociais que gostam de fazer este tipo de afirmações não gostam de diferenciar. Para eles o povo é povo. Não há diferenças no terreno. É tudo povo. Nem conseguem ver que dentro desse povo há os que creem numa determinada coisa, outros que não creem e ainda outros que estão indecisos. Para os nossos cientistas sociais é tudo mesma coisa. Só lhes interessa estabelecer que alguém acredita numa determinada coisa e, partindo daí, inferir que a crença é de toda a comunidade. O texto de Maximum Consult no Zambézia Online faz distinções muito importantes. Diz que as vítimas desta crença na capacidade mágica de amarrar a chuva são pessoas economicamente bem sucedidas. Suponho que essas pessoas não entretenham essa crença, mas como os cientistas sociais que querem “compreender” pertencem a tradições de pensamento que acreditam na “falsa consciência” eles vão muito provavelmente supor que esses coitados que são vítimas são apenas vítimas de si próprios. Em ciências sociais, compreender não é possível sem diferenciar.

Mas aqui não estou a dizer nada de novo. É a mesma cantiga de sempre: o importante não é saber que as pessoas fazem, por exemplo, linchamentos em reacção à ausência do Estado; o importante é saber quando e que pessoas fazem linchamentos em reacção a que tipo de ausência de Estado. Igualmente, o importante não é saber que um Estado apreendido como sendo indiferente pode estar na origem da crença segundo a qual os seus próprios agentes estariam a espalhar a cólera, mas sim apurar que tipo de pessoas dentro duma comunidade reagem assim e quando essa reacção se torna violenta. Enfim, o importante não é dizer que a crença na capacidade de certas pessoas de amarrar a chuva é racional do ponto de vista das vivências duma determinada comunidade, mas sim saber quem são essas pessoas dentro de que comunidades que pensam dessa maneira e, sobretudo, porque os outros não partilham essa crença. Estas são coisas elementares não só das ciências sociais como também de qualquer abordagem crítica das coisas da vida. Não vão deixar de ser importantes só porque alguém tem gosto em chamar nomes aos que consigo não concordam. Portanto, é imperioso fazer este exercício de procurar saber até que ponto A é geralmente aceite. Nesse exercício vai ser possível identificar as linhas de tensão que percorrem uma comunidade e, porque não, identificar aqueles que dão mau nome à comunidade.

A segunda pergunta é exigente: mesmo se A é geralmente aceite como verdadeiro existirão razões que nos possam fazer duvidar? Aqui o rabo da porca fica um nó. A primeiríssima razão é que não são todos que acreditam nisso; duvido, por exemplo, que as vítimas destas barbariedades acreditem. A segunda é que não estão todos a participar na matança dos que amarram a chuva. Enfim, a necessidade de compreender não nos obriga a justificar seja o que for. Obriga-nos apenas a situar as coisas no seu devido lugar e, se formos sérios no nosso compromisso com a visão científica do mundo, a não dar crédito a formas excêntricas de pensar só porque queremos “compreender”. Sobretudo quando essas formas excêntricas de pensar reclamam vidas humanas.

Para não ser mal entendido: não estou a dizer que as autoridades policiais devam agora ser brutais para com todos quantos têm este tipo de crenças. As nossas autoridades dum modo geral têm de ter sensibilidade para o tipo de condições e contextos que não só tornam possíveis estas crenças como também permitem que elas assumam carácter violento. Essas condições e esses contextos precisam de ser estudados, mas a função da polícia não pode ser de suspender a acção por respeito a crenças locais que têm a sua razão de ser dentro de sistemas de valores e concepções do mundo que entram em choque com o tipo de sociedade que queremos construir, mesmo quando elas ferem o que aprendemos na escola e custam a vida a pessoas inocentes.

O cientista social que defende esse tipo de postura está a colocar a sua disciplina à margem das coisas e a revelar problemas graves de compreensão do seu próprio papel e dos pressupostos metodológicos e epistemológicos sobre os quais as ciências sociais assentam. E pior ainda, está a tornar-se irrelevante em nome de uma folclorização imprudente dos fenómenos sociais que fazem a nossa terra. É outro assunto, mas não me larga a ideia de que muitos dos que, volta e meia, nos querem falar da racionalidade do que fere tudo quanto é parte profunda da nossa formação intelectual fazem-no na intenção de apresentar as nossas culturas e a maioria do nosso povo como sendo desvairadas. Em minha opinião, esta atitude é pior do que a daqueles que condenam os perpretadores destes distúrbios.

7 comentários:

Anónimo disse...

caro Elísio, se te percebi bem estás a defender a ideia de que as tentativas de racionalização de crenças e práticas bizarras não explicam algumas coisinhas. Porquê algumas zonas remotas da Zambézia não matam os seus remediados, mesmo quando a seca é severa? Será porque nessas zonas o Estado está mais presente e é mais justo? Porquê algumas zonas, digamos, de Cabo Delgado, muito mais distantes do Estado que Ionge, não estão a massacrar os seus ricos mesmo quando a seca é severa?

Para mim, estamos perante a folclorização do social e perante um paternalismo pedante de quem está seguro de que as barbaridades de Ionge nunca afectarão ninguém da sua família. Estou seguro de que se aquelas crendices afectassem os parentes dos nossos cientistas sociais seriam os primeiros a reclamar a altos berros a criminilização daquela forma de "luta contra as injustiças do Estado".

Como moçambicano nascido e bastante inserido no meio rural onde até vivem os meus pais e outros parentes respeito e compreendo as crenças do meu povo. Seria, porém, o primeiro a reclamar a criminalização de quem, em nome de crenças bizarras, promove o assassinato de inocentes. Porque ponhamos as coisas sem ambiguidades: é um crime hediondo matar pessoas sob a alegação de que amarram a chuva. Sejam essas vítimas negras ou brancas.

As crendices poderão ser assunto de sociólogo. Mas o assassinato é assunto de polícia.

Obed L. Khan

Unknown disse...

O Elíso levanta em parte, a questão ligada ao conflito entre a Lei e o Costume. No nosso ordenamento jurídico, o costume (e aí quer integrar o uso ou outras variantes – interpretação extensiva desde que não resulte em incriminação) não é fonte de direito, ou seja, o direito não se forma nem se revela através do costume. Para que o costume seja considerado como fonte de direito, deve ser emancipada expressamente por lei. Isto vale dizer que apenas a lei é fonte imediata de direito. O costume é fonte mediata ou acessória do direito. Assim sendo, a polícia ou outro órgão afim não deve deixar de agir alegando como fundamento, o respeito de um costume. Crime é crime independemente das práticas familiares, étnicas, tribais, etc. Ficam assim, pelos menos salvaguardadas parte das preocupações levantadas por Elísio. Em torno deste assunto, veja que há tempos li um trabalho de fim de curso, em que o autor questionava se a circunsição masculina (prática secular, também frequente em pessoas oriundas de Inhambane, não sei se isto corresponde ou não a verdade) , a mutilação da clítoris ou elasticação dos lábios vaginais (mathunas-não sei se esta é a redacção correcta) administrada à menor com fundamento no costume, poderiam ou não ser qualificados como crime de ofensas corporais?

Josué J. Muchanga

Elísio Macamo disse...

caro obed, é isso mesmo que estou a criticar. nao estao em causa as crenças do povo. está em causa a abordagem diferenciada dessas crenças,, de quem as entretem, quando, por que razoes, etc. existem outras formas de tornar as ciências sociais relevantes, mas nenhuma delas consiste em pôr em causa o que fere a nossa própria formaçao. desta maneira, o assassinato fica mesmo assunto da polícia quando, no meu entender, o sociólogo poderia ajudar a compreender, o que nao significa justificar.
caro josué, eu até acho que o nosso direito se devia abrir ao costume para que seja mais acessível e compreensível. mas como fazer isso tendo em conta que a base epistemológica sobre a qual assenta a jurisprudência tem como referência coisas que entram em choque com algumas crenças populares? penso que os nossos juristas têm aqui um grande desafio. acho que a última questao que levantas, nomeadamente se a mutilaçao genital pode ser qualificada como crime de ofensa corporal ou nao é bicuda, mas diferente. penso ser possível imaginar um cenário dentro do qual o nosso direito permitisse essas práticas a título privado desde o momento que nao houvesse coaçao. essa é, por acaso, a discussao na europa (sobretudo na frança). infelizmente, as campanhas internacionais contra a mutilaçao genital estao a impedir uma discussao racional destas questoes bicudas. portanto, para mim a linha de fundo seria sempre o momento em que uma prática ou crença envolve fazer mal a terceiros sem o consentimento destes. repare que o argumento nao seria o costume, refúgio de alguns dos nossos colegas. aposto que se uma boa parte do nosso povo tivesse formaçao em ciências nunca iria mudar nada nas suas formas de vida, crenças e seja o que for. parava no tempo. abraços

Anónimo disse...

No Post "Crise social e bodes expiatórios (1)" o Professor Carlos Serra refere, na Adenda, que é o cenário de privações de todo o tipo que estão na retaguarda dos boatos ( que levam, em alguns lugares, ao assassinato de inocentes). Diz ainda o ilustre Professor que esse boato-linguagem errada expressa um problema verdadeiro. Suponho que aqui ele se esteja a referir ao velho problema da ausência, ineficiência e injustiça do Estado.
No próprio post eu coloquei um comentário, tendo saido uma mensagem a informar-me de que o meu comentário seria publicado após a aprovação do dono do blog. Já passaram mais de 48 horas sem que o comentário fosse publicado. Desconheço as razões da nâo saída do meu comentário, o que me deixa consternado, pois nele colocava questões que gostaria que fossem discutidas por Carlos Serra e por outros bloguistas.
As questões que eu colocava, com muito respeito, eram: as privações extremas conduzem necessariamente ao boato e aos linchamentos? Podemos então assumir que em Moçambique sempre que ocorrerem "privações de todo o tipo" teremos que esperar boatos e assassinatos de gente inocente? Perguntava ainda ao ilustre Professor como é que ele explicava as generalizadas excepções que ocorrem ao longo de todo o nosso país. Refiro-me às inúmeras comunidades da nossa terra que, embora destituidas de todo, não assassinam vizinhos acusando-os de amarrar a chuva e, também, não assassinam agentes de saúde, voluntários da Cruz Vermelha e agentes da polícia, acusando-os de espalhar a cólera.

Anónimo disse...

Caro Elisio,
Interessante este seu texto. Acho-o espistemologicamente muito instrutivo. Sou apologista da critica e acho saudavel que assim seja. Por vezes, envergonho-me por nao dedicar tempo a tentar intervir no debate. Nem o facto de estar muito envolvido no combate a pobreza super absoluta justifica a minha apatia. Mas talvez isto tenha que ser lido weberianamente: recordemos a famosa accao social.
Acho que o Elisio dedica-se muito a fazer ensaios, o que 'e indiscutivelmente bom.
Considero que para melhor compreeder este e varios outros problemas sociais (sim porque este 'e mesmo um problema social serio)precisamos de muita etnografia.
Bom trabalho e sigamos em frente.
Carlos Bavo

Unknown disse...

Gostei do comentário do Carlos Bravo, que acha o post epistemologicamente muito instrutivo. Gostei, porque lembrei-me daquela de um reitor de uma universidade cá de maputo que teve a ousadia de dizer aos seus estudantes para terem cuidado com o que Elísio Macamo escreve. Porqué? Por que o Elísio, dizia o reitor, tem DÉFICE EPISTEMOLÓGICO. Tal apelo nao preocupou a ninguém, por que afinal, tal reitor, só é conhecido pelos cargos...pela producao intelectual com ou sem défice epistemológico, nada!
Abracos,
Thomas

Elísio Macamo disse...

caro anónimo, desculpe-me a demora na reacçao. veja a minha nova postagem. caros bavos e thomas, obrigado pelos vossos comentários. vejam também a nova postagem. a produçao de conhecimento entre nós só pode avançar se estivermos dispostos a fazer este tipo de discussao. abraços