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E só assim é que iremos para a frente. Esta é uma boa notícia. Não quer dizer que a Polícia da República de Moçambique roubou material eléctrico. Quer dizer que é sua responsabilidade impedir esses roubos. É a mesma lógica noutras áreas. Nao foi o Ministro da Defesa que incendiou o paiol. Era sua responsabilidade impedir que tal acontecesse. Não foi o Ministério do Interior que incendiou o Ministério da Agricultura. Era sua responsabilidade prover os bombeiros de meios. Não foi o Ministro e a Vice-Ministra da Agricultura que deitaram fogo aos seus gabinetes. Era sua responsabilidade impedir que tal acontecesse. E por aí fora...
Resta saber se a LAM pode fazer valer esta sua posição no contexto da nossa legislação. Se puder, vai ser um passo importantíssimo. Gosto da notícia. Existe um trabalho de licenciatura escrito por Domingos Langa na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM. É sobre os guardas de edifícios. O trabalho, que é exploratório, mostra que a ausência de responsabilização é que torna toda essa actividade informal. Realça o papel de “pedidos de favor” formulados por todos os moradores como o verdadeiro trabalho dos guardas. Não me surpreenderia que a actividade policial nos aeroportos fosse marcada também por “pedidos de favor”. Extraí a notícia do País Online:
Aeroportos de Moçambique responsabiliza PRM pelo roubo de material eléctrico
08/06/2007
Texto: A empresa Aeroportos de Moçambique diz que a polícia de protecção é responsável pela vaga de roubos de material eléctrico pesado que só nas últimas semanas levou ao desaparecimento de 50 transformadores e um número não especificado de lâmpadas que colocaram os aeroportos às escuras levando a aterragens arriscadas.
Esta acusação foi feita quinta-feira -06/06/07- numa conferência de imprensa convocada pela Aeroportos de Moçambique especialmente para dar a conhecer a crise de assaltos a que o material eléctrico desta empresa esta votada.
O administrador para a área Técnica, António Loureiro, disse que o primeiro caso, destes roubos, registou-se no Aeroporto Internacional da Beira nos dias 28 e 29 de Maio onde foram saqueados 24 transformadores, tendo seguido o aeródromo de Quelimane com o desaparecimento de seis. Os últimos casos ocorreram no Aeroporto Internacional de Nampula nos dias 2, 3, e 4 do corrente mês.
Há meses uma aeronave terá aterrado com dificuldades no Aeroporto Internacional da Beira, causando ferimentos ligeiros aos passageiros. Recentemente dois aviões correspondentes às únicas empresas de transporte aéreo no tiveram dificuldades de aterrar no Aeroporto Internacional de Nampula devido a falta de iluminação, porém não houve danos dignos de registo.
Loureiro diz que cabe a Polícia da República de Moçambique evitar a ocorrência de situações de roubos, uma vez ser a responsável pela fiscalização e manutenção da ordem e tranquilidade públicas nos aeroportos, não descartando a ideia de se tratar de uma acção de sabotagem deliberada cuja investigação em curso poderá comprovar.
Distanciou a ideia de uma provável indemnização às companhias aéreas afectados pela situação.
Tenho que fazer mais um comentário, aliás uma pergunta. A última frase. Alguém a percebe?
2 comentários:
Era preferível que o jornalista reproduzisse o que Loureiro teria dito.
Eu não percebi nada.
então não é burrice minha. obrigado!
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