quarta-feira, fevereiro 14, 2007

A minha teoria de conspiração

Viver e morrer de cheias... Li no País Online.

“ONU solidariza-se com vítimas das cheias e apela à ajuda internacional

13/02/2007

As Nações Unidas lançaram, ontem, um apelo de emergência internacional para atenuar os efeitos das cheias que estão a assolar os países da África Austral, em particular Moçambique. Até domingo passado 68.488 pessoas já tinham sido resgatadas e evacuadas para lugares seguros, em virtude das inundações na bacia do Zambeze.

"Estamos já a utilizar os stocks pré-posicionados para responder às emergências mais prementes, mas a severidade das chuvas e consequentes cheias em Moçambique vai obrigar-nos a pedir fundos adicionais", afirmou o Director Regional para a África Austral do Programa Alimentar Mundial (PAM), Amir Abdulla, citado pala Agência Lusa.

A fonte acrescentou que "a nossa ajuda tem sido marcada pela crítica falta de fundos e as nossas maiores preocupações viram-se para Moçambique. Com a possibilidade de a situação vir a piorar nos próximos dias, vamos precisar de todo o apoio da comunidade internacional".

O PAM conta lançar um pedido internacional oficial já esta semana e, além de dinheiro, vai solicitar também a utilização de aviões e helicópteros, quer para lançarem alimentos, quer para operações de resgate e ainda para o reforço das telecomunicações, a fim de facilitar a coordenação da resposta humanitária” (fim)

Tudo indica que a situação na bacia do Zambeze é muito crítica. O nosso Governo parece estar ciente disso; o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades também. Até aqui, contudo, o Governo só aventou a possibilidade de pedir auxílio internacional. É provável que fosse fazer isso, Paulo Zucula, o responsável do INGC, já tinha dado fortes indicações disso. Acho, contudo, muito suspeita a atitude do Programa Alimentar Mundial (PMA), sobretudo do seu Director Regional, Amir Abdulla, de passar, aparentemente, por cima do Governo de Moçambique e lançar o apelo internacional. Algo me diz que esta gente vive da nossa desgraça. Numa outra notícia publicada pela AIM o mesmo indivíduo fala de mais de 150 milhões que são necessários para reagir à situação. Ele apresenta a imagem de uma instituição que parece ter sido também apanhada de surpresa, o que naturalmente levanta a questão de saber o que ela está a fazer durante os restantes meses do ano. Só vou abandonar esta minha teoria de conspiração quando o PMA pedir para que todo o dinheiro seja canalizado para os cofres do Estado moçambicano e que todas as acções sejam coordenadas centralmente pelo INGC. Aí sim vou abandonar esta ideia que se enterrou na minha cabeça de que esta gente vive da nossa desgraça.

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