terça-feira, janeiro 23, 2007

Apenas curiosidade

A luta contra a pobreza de vento em popa?

Finalistas da UEM a caminho dos distritos

22/01/2007

Mais de 150 estudantes finalistas do ensino superior partiram, esta manhã, para 30 distritos das províncias de Gaza, Inhambane e Manica, onde aproveitarão as férias para contribuírem no processo de desenvolvimento dos distritos.

O objectivo da missão é de se aplicar os conhecimentos adquiridos na faculdade, ao mesmo tempo ajudar os distritos a desenvolver os seus planos estratégicos no concernente ao combate à pobreza, uma das maiores apostas do actual Governo.

Os estudantes dizem-se preparados para esta missão, pois são também de opinião de que é no que deve partir o desenvolvimento do país, daí que seja lá onde devem ir trabalhar os quadros com formação superior.

Esta é a 2ª edição do projecto Férias Desenvolvendo o Distrito. Na 1ª, os estudantes foram trabalhar nos distritos das províncias de Nampula e Niassa.

A missão tem o seu término no dia 20 do próximo mês

Acho interessante. Alguém é capaz de me dizer como isto é feito? Em que é que se formaram estes estudantes? Como é feita a sua distribuição pelos distritos? O que fazem lá? Quem os acompanha? Que percentagem é que representam 150 finalistas do total? Como foi avaliada a primeira experiência? Ajudaram “... os distritos a desenvolver os seus planos estratégicos no concernente ao combate à pobreza”? Como se faz isso, exactamente? Qual é a relação exacta que se estabelece entre um estágio de quadros com formação superior e a necessidade de o desenvolvimento partir do distrito? Porque exactamente um mês de estágio? Porque não duas semanas? Três ou cinco? Porque tem que ser em Janeiro? Enquadra-se melhor no processo de planificação dos distritos? Que trabalho de preparação foi feito pelos finalistas e pelos distritos? E já agora, como é que são as relações entre os finalistas e o pessoal dos districtos? Ou melhor, como é que devem ser? Há ressentimentos? Arrogância? Humildade? Quem sabe sabe?

Apenas curiosidade. A minha curiosidade aumentou ainda mais quando li uma notícia segundo a qual foi criada uma associação de académicos para apoiar o governo. Não basta fazer bem o seu trabalho no seu posto de trabalho? E para quando uma associação de académicos para apoiar o povo? Como disse, apenas curiosidade.

2 comentários:

Anónimo disse...

Politica.
As questoes que os professor lanca,sao bem respondidas leno um dos seus textos sobre o "Poder da Frelimo 9. Operarios e Camponeses" mas concretamente quando aborda a questao da industria de desenvolvimento.
Mais:
O professor esqueceu-se de fazer uma pergunta-e agora acrescento: Quem paga a factura?
Respota: O Governo, as empresas Publicas. Os governadores provinciais, os administradores.
O que os estudantes irao fazer em um mes?
-Passear, sinceramente, passear.
Ah Deus, SE FOSSEM DE VEZ E VOLTASSE DOIS ANOS DEPOIS!!
-Quem me dera!
Se calha assim avaliarimos melhor o seu desempenho!
isto nao passa de politica. As pessoas nao estao dispostas a pensar de acordo com a sua formacao: um historiador quer trabalhar numa empresa de seguros; um antropolog quer trabalhar no banco como analista de creditos; um sociolog pretende ser medico psiquiatra. Todos querem ser oficiais de monitoria e avaliacao do PARPA! Come on!

Elísio Macamo disse...

hmm, está me a dar de pensar. não queria ser cínico, estava mesmo a perguntar. existe um ideal humanista de formação muito bem conseguido no mundo anglo-saxónico que não vê incompatibilidade entre um tipo de formação e o trabalho que a pessoa subsequentemente faz. esse ideal preconiza uma formação crítica, fundada no desenvolvimento da capacidade de pensar. mas isso é outro assunto. registei a sua forte opinião a respeito destas iniciativas. obrigado.