A ostentação
Inicio hoje uma nova rubrica sobre decisões. Ela é o resultado de uma das coisas que aprendi na discussão recente sobre o papel das ciências sociais no desenvolvimento do país. Notei, e apresento isto apenas como hipótese, uma tendência para transformar decisões de qualquer natureza que forem em decisões morais. Reparei que a forma como intervi e conduzi o debate sobre a intervenção social levou algumas pessoas a pensarem que tinham que se decidir entre as pessoas que interviam nesse debate. Uma boa parte das interpelações que recebi no blogue ou em privado foi a esse nível: alinhar contigo ou com ele? Achei estranho que não tivesse havido uma tendência também forte para avaliar os méritos das posições e tomar a decisão nessa base.
Acho isto curioso. Não tenho nenhuma resposta imediata para isto. Penso que é um desafio para todos nós. Interessa-me, contudo, perceber como é que nós, em Moçambique, decidimos quando temos que decidir. Qual é a base da nossa decisão? Decidimos de acordo com o que achamos bom ou mau do ponto de vista moral ou decidimos com base nos méritos do assunto? É possível uma decisão de acordo com os méritos da questão? Que carácter é que essa decisão assumiria ou assume? Existe a possibilidade de discutir esses critérios e torná-los relevantes para a própria estrutura da nossa esfera pública? Porque parece ser tão importante, entre nós, a relação emocional com seja o que for para nos decidirmos em relação a alguma coisa de carácter público?
Não prometo esgotar o assunto. Todavia, vou com uma certa regularidade abordar alguns dilemas que me parecem relevantes para problematizar as dificuldades que temos com a decisão. No processo, vou tentar recuperar aspectos filosóficos bem como aspectos ligados de forma mais restricta à sociologia e que se resumem ao que, talvez, precisamos de saber sobre a nossa sociedade para que seja possível assumir uma posição com conhecimento de causa. Estou a pensar em temas como a “ostentação”, “Miss Moçambique”, “poder económico”, “acusações de feitiçaria”, “regionalismo” e tudo quanto é do pelouro do relativismo cultural. Que desafios é que tais fenómenos nos colocam ao nível da decisão e tomada de posição? Como podemos justificar o nosso posicionamento? Algo me diz que este tipo de reflexão possa ser útil para ganharmos cada vez maior consciência do que a tomada de posição – que me parece se impor na nossa esfera pública – significa mesmo para o próprio exercício de cidadania.
Vou começar com a questão da ostentação que é um dos fenómenos mais interessantes da nossa esfera pública. Na verdade, uso a palavra “ostentação” na falta de melhor termo. “Ostentação” já contém um certo elemento de valoração negativa que, na apresentação do tema, não devia estar presente. Mas compreendem o que quero dizer. Vou também usar exemplos fictícios que se inspiram, porém, na nossa realidade social. A minha abordagem vai ser sempre em três níveis. Primeiro vou apresentar o fenómeno e perguntar onde está o problema; segundo, vou tentar identificar respostas na filosofia moral e, terceiro, vou reflectir sobre os desafios que a questão coloca à sociologia no país.
Vamos, então, supor um ex-ministro. Construíu uma enorme mansão, digamos, em Belo Horizonte nos arredores de Maputo. Está podre de dinheiro que, ao que tudo indica, foi ganho de forma perfeitamente lícita. Pelo menos não se sabe de dinheiros desviados nos ministérios que estiveram sob a sua tutela, ele teve sempre boas notas dos doadores quanto à gestão dos fundos. Ao que tudo indica, ele soube gerir muito bem o seu próprio dinheiro e, aproveitando-se das oportunidades que uma economia emergente oferece a quem tem dinheiro e sentido de risco, ele investiu o dinheiro e teve altos retornos. Hoje, ele está bem da vida. Todos os fins de semana organiza grandes festas na sua mansão de Belo Horizonte. Convida os seus amigos que chegam na sexta-feira à noite e só partem no domingo à tarde. Bebe-se, come-se, dança-se até à fartura. Todos os fins de semana. Uma vez, participa numa dessas festas a sua avó que vem do campo e está habituada à vida difícil das nossas zonas rurais. Enquanto assistem ao telejornal no domingo à noite e ele vai chocalhando o gelo no copo de uísque, a avó pergunta-lhe porque ele não faz melhor uso do dinheiro apoiando, por exemplo, projectos sociais. Ele reflecte durante algum tempo, liga para um amigo sociólogo que tem e pede-lhe ideias. Este aconselha-o a financiar um projecto de recolha e alimentação de cães vadios em Maputo. Ele aceita.
Boa ideia ou má ideia?
30 comentários:
Caro Elísio,
achei este post muito divertidamente interessante (já agora confesso que não sei se divertidamente existe - tenho um viés inglês). é interessante na medida em que colocas uma questão que parece trivial, mas que vista de perto encerra outras questões. boa ou má ideia?
não me parece nada fácil responder a esta questão sem antes ter certo tipo de informação: os cães vadios, por exemplo, são um problema em maputo? se são problema, são-no para quem? para os que vivem na sommerschield ou chamanculo? são problema porque provocam raiva ou porque são sujos? são muitos os tais cães? que lições é que se pretenderá dar ao se recolher e alimentar cães vadios? quanto custa alimentar um cão? será menos que um dólar por dia? e porquê o rico aceita tal ideia?
vejo também um outro lado da questão: a velha gostaria de vê-lo a empregar o dinheiro em projectos sociais, e ele decide-se por alimentar cães vadios. o quê é que a velha poderá pensar do gesto do neto? porquê o neto aceita alimentar cães vadios? viu alguma utilidade ou fê-lo por troça?
enfim, há uma série de questões que eu haveria de gostar de saber antes de decidir se a ideia é boa ou má.
mas valeu mesmo pelo exercício.
um abração
por inépcia técnica, não ficou aqui registado um comentário que havia colocado. escrevia eu que a outra questão que poderíamos colocar era de saber se o que fazemos precisa necessariamente de ter utilidade social. precisa? prontos, aí está a questão.
Penso que é uma boa ideia, professor afinal o cão é o fiel amigo do homem. entre nós humanos a traição esta-nos no sangue, é genética. Uma amizade aparentemente eterna desaparece desde que a conjuntura politica ou ideologica o permita. O ser humano nunca se posiciona. O cão sim ,fica sempre, do lado do seu dono, mesmo se o dono for cego, além disto, do ponto de vista economico, cuidar de um cão gera emprego (empregados qualificados para cuidar do cão - medico veterinario) desenvolve a industria (produçao de alimentação canina) do ponto de vista politico (o silencio, enquanto, forma elementar do nosso dialogo, esta garantido, o cão jamais falara). A fidelidade canina existe. Mas a fidelidade de dois amigos é uma crença ilusoria face a uma tomada de posição. na hora em que a fidelidade é posta à prova, a resposta é: o ruido surdo, de uma fidelidade que teima, em, responder, apenas ao seu proprio remorso.
Depois do desaparecimento de Karl Marx e Engels, a amizade entre humanos esfumou-se, a solidariedade morreu. é por isto que o muro de berlim caiu. então, vale mais ajudar um cão vadio, poque o cão com dono, não precisa de segurança social, além disto, ganha-se, posteriormente, a amizade de um cão vadio que nos sera fiel para o devenir, para todo o sempre. Afinal a amizade alimenta-se sempre da reciprocidade, não é verdade professor? nesta ordem de ideias, esta acçao tem utilidade social, mas penso que não seria prudente generalisar a conclusão, afinal trata-se apenas de um caso empirico.
cumprimentos
Ana Macheve (pseudonimo)
cara ana macheve, obrigado pela frescura do seu comentário. traz uma outra perspectiva ao assunto. não sei se precisa do argumento genético para fazer valer a sua posição. afinal, o que está a dizer é que é mais seguro e é produtivo ajudar o cão. penso, contudo, que seria necessário generalizar a conclusão. a questão é: em que condições? não será justamente a experiência histórica (e não biologicamente determinada) de desigualidade entre os homens que torna a confiança difícil? o que significaria a noção de sociedade num contexto em que o cão, por ser fiel (ou submisso?), é o objecto da atenção de quem tem? a ana dá-nos que pensar. obrigado!
caro elisio! Quando é que a ideia é boa ou ma? a busca de respostas leva-me a discussoes sobre os "influenciadores" da decisao. bastante complicado esta tua provocacao. mas do que o "valor" da ideia, esta em jogo o mecanismo das escolhas. fazer escolhas é uma competencia, influenciada pela socializacao, e como escreveu allportem ( the nature of prejudice, 1954) toda boa escolha deve ter o suporte de algum segmento "importante" da sociedade.
o outro ponto de reflexao que esta tua pergunta levanta, tem haver com os conceitos de solidariedade e altruismo. o debate desses dois conceitos tem muita tradicao na evolucao do cristianismo. freud escreveu sobre o ego para descrever as "accoes" que acompanham estes dois conceitos no individuo.
depois desta introducao toda, so posso dizer que estou ainda reflectir na tua reflexao.
caro chapa100, a tua pergunta sobre quando uma ideia é boa ou má é excelente. obrigado! a resposta que esse tal allportem dá é interessante por ser histórica. em certa medida, a sugestão seria de que as coisas não têm um valor intrínseco, tudo depende ria de quando e quem se impõe. isto lembra um pouco o debate entre dois grandes filósofos americanos, john rawls e robert nozick. enquanto o primeiro procura definir a justiça de forma intrínseca como algo que toda a gente, em condições de ignorância do futuro, preferiria, o segundo acha mais importante defeni-la como um bem que se constitui historicamente. o primeiro é liberal, enquanto que o segundo é conservador. reconheço, embaraçado, que sempre achei nozick mais convincente. a tua segunda questão sobre a solidariedade e altruismo também é fascinante. deixe-me ser cínico: não será a solidariedade um acto altruístico?
solidariedade um acto altruístico? não sei o que a filosofia ou qualquer outra ciência diz sobre isso. só posso argumentar através da minha própria experiência. acho eu que a solidariedade pode ser tanto um acto altruístico como um acto de egoísmo puro, mas a pender mais para o egoísmo. dizia alguém que a única razão que levava mother theresa a envolver-se em actos humanitários era porque queria entrar no paraíso - quer dizer, se isso for verdade, o altruísmo dela, apesar de contribuir para aliviar o sofrimento humano, tinha um único objectivo. não interessava o que os outros podiam pensar desde que ela satisfizesse o seu ego. estou a ser cínico?
ana, interessante a sua reflexão, mas o cão nem sempre foi amigo fíel do homem. a sua domesticação é um processo recente em termos evolutivos. e mais, podia perguntar porquê o cão é somente amigo do seu dono e não dos outros? como, justificar, por exemplo, que raças como o rattweilers, pit bull terriers, entre outros, matem bebés sem provocação? como podes ver, a experiência histórica entre o homem e o cão nem sempre é salutar. posso até ver a tentação em preferir um cão: é mais cómodo ter um monólogo e algo submisso à nossa disposição. afinal os animais não são tão complexos como os homens.
elísio, a questão da noção de sociedade num contexto onde a atenção é sobre o cão deve encerrar múltiplas implicações, não menos importante o próprio espírito de competição que nos caracteriza. estou a imaginar também os possíveis tumultos que isso porventura causaria; estou a imaginar que médicos prestariam mais atenção às doenças dos cães do que as dos seus pares, entre outros. dá mesmo para uma boa reflexão
bayano, acho que colocaste a questão muito bem com a noção de domesticação. não seria desejável domesticar as classes pobres para ficarem submissas e aceitarem a sua condição? não era isso que dizia marx com a ideia de religião como ópio do povo? enfim, é difícil não parecer cínico nestas coisas, mas vou arriscar: qual é o problema de médicos prestarem mais atenção às doenças dos cães? recorda-te que já houve um filósofo americano que defendeu o fim do auxílio ao desenvolvimento com um argumento parecido; ele disse que não fazia sentido tentar salvar gente que não tinha hipótese de sobreviver; salvar a áfrica era condenar o resto do mundo ao colapso. o que achas? a pergunta é extensiva à ana macheve.
Porque domesticar as classes pobres? Os pobres pela sua condiçao natural, ja estao domesticados. domesticados pela propria pobreza que os reduz à submiçao e à inepcia. a insalubridade garante a selecçao da especie. Nao precisam de se preocupar para subsistir.
O problema não é a pobreza, o problema começa qdo este cenario biodegradavel começa a preocupar os não pobres e atentar à sua (deles) moral. A pobreza é uma questao ética.
Claro que é mais logico que os medicos se ocupem de caes, capazes de sobreviver, e ter uma vida saudavel, do que se ocupar de miseraveis que apenas vao aliviar a dor ou pior ainda, a quem por ironia do destino, se pretende dar uma morte digna. Para que serve dar uma morte digna a alguem que sempre se menosprezou. É perca de tempo e dinheiro, sim senhor. Entao vale mais tirar os caes vadios da rua assim evitam-se as pestes, pragas e doenças que podem afectar os cidados do summerchild e companhia limitada.
Porque nunca ajudam aqueles que estao em posiçao intermedia e têm possibilidades de escapar de facto a ascender a uma vida social e economica melhor e escapar à miseria? entretanto perde-se tempo a dar a sopa dos pobres a miseraveis no meio da rua? A fazer partos em ciam da arvore, etc. O importante é dar espectaculo. Para passar no jornal de TV em horario nobre. As pessoas em posiçao intermediaria, sao deixadas à sua sorte, vai-se olhando tranquilos enqto estes morrem, sufocados na humilhaçao, e na impossibilidade de porem os conhecimentos adquiridos ao serviço da sociedade; Com estas pessoas ninguém se preocupa. Até os caes sao mais importantes. Ninguem se preocupa com uma classe intermedia que poderia de facto estatisticamente diminuir os pobres e contribuir para mudanças nos processos microeconomicas. Nao. Querm tirara a miseria da miseria é preferivel, ficam todos com ar de madre teresa de calcuta, Lindo. Maravilhoso.
“ele disse que não fazia sentido tentar salvar gente que não tinha hipótese de sobreviver; salvar a áfrica era condenar o resto do mundo ao colapso. o que achas?”O professor esta a escrever um livro sobre este assunto. Na senda do bayano todo o homem é egoista e nao existe solidariedade. Porque o professor faz esse blogue, interagindo com as pessoas e direcionando as suas questoes para assuntos que estao agora na moda? O que faz com todas as ideias que aqui deixamos? Ja viu, fazer perguntas destas é ser indeligada, e agressiva, porque o senhor é apenas altruista, filantropo.
Porque gastar tanto dinheiro a tratar de doentes de sida qdo se sabe que els vao morrer? Nao seria por exemplo mais interessante investir mais no combate ao paludismo ou ao cancro
Nao sei se salvra a Africa é condenar o resto do mundo ao colapso. A questao é salavar a africa de quê e de quem? Qual Africa? A comunidade africana confinada ao espaço territorial ou a comunidade africana na diaspora? O que é Africa? O que soa pessoas com hipotese de sobreviver?
Desculpe, eu continuo a achar que vale mais um projeto para os caes, alias eu propria preferia ser cao. entre ser mulher, em africa e ser cao é preferivel ser cao
Ana Macheve
cara ana macheve, continuo a achar as suas ideias interessantes. neste momento, não me interessa muito saber se estou de acordo consigo ou não. tenho algumas dificuldades em acompanhar o seu raciocínio porque é de uma ironia tão subtil que não sei em que argumento me devo deter. por exemplo, não sei que peso dá ao seu argumento sobre a preferência por ser cão. como sabe, há também diferenças entre cães. a ser cão eu prefereria ser cão de um rico do que ser cão de um pobre. portanto, em certa medida transfere o problema que evita discutir ao nível das pessoas para os animais. continuo, contudo, a achar interessante o que diz sobre o que está em questão. essa discussão sobre quem ajudar faz parte do debate nos meios do desenvolvimento. e se calhar temos mesmo o problema de que a ajuda no nosso país é feita de forma indiscriminada. o exemplo mais gráfico disto é a destruição da profissão de "modista" (tenho exemplos de familiares em xai-xai) pelas "calamidades". vejo muita amargura no argumento de que não vale à pena ajudar aos pobres porque esses já estão condenados. not aí uma crítica veilada aos decisores; no fundo, a ana macheve está a dizer que seria importante ajudar essas pessoas.
sobre as minhas verdadeiras intenções já outras pessoas se pronunciaram. mas supondo que fosse de emular uma posição cínica em relação às pessoas não estaria aí a explicação para o problema que temos da confiança no nosso país? nesse sentido até diria que tem perfeitamente razão quanto a ajudar cães porque os homens não são de nenhuma confiança. são todos egoístas!
eish... quanto à mim esta questão não tem resposta fácil. podia dizer que por estarmos num mundo interligado é necessário prestarmos mais atenção aos que são deserdados, ie, se não nos importarmos com eles, amanhã podemos tê-los nas nossas portas. dizia o profeta muhammad (desculpem-me o viés) que para considerarmos o corpo são, temos que olhar para todo ele de forma holística; se um órgão está infectado e não o tratamos, a doença acaba alastrando-se para todo o corpo. salvar a áfrica significa salvar o mundo. a contribuição do filósofo americano oferece uma forma simplista de ver o mundo. é mais fácil deixarmos os outros sofrer ou pura e simplesmente ignorar o seu martírio. acho que a questão de auxílio ao desenvolvimento é muito mais complexa do que deixar de apoiar só porque os pobres não têm a capacidade de sobreviverem. e quem define a sobrevivência? voltamos a ideia de quem detém o poder e quem controla o debate.
não posso aceitar (apesar de reconhecer a ironia das suas palavras) o argumento da ana de selecção de espécies. de alguma forma o argumento darwiniano não me atrai muito. quais seriam então os critérios de selecção? ser relativamente rico, ser relativamente duma cor mais clara? ser do norte?
porquê prestar mais atenção às doenças dos cães? seria preciso ver se essa atenção aos cães prende-se com uma necessidade de busca de medicamentos para os males que apoquentam o homem, ou apenas por uma questão de se querer ter um animal submisso. acompanho quando posso o debate à volta de migração de africanos para europa. são queridos e não queridos, e até o debate encerra contornos rácicos onde a europa pode aceitar os emigrantes da europa do leste, mas não pode aceitar mais africanos. quando ninguém quer limpar o lixo é que recordam que existem africanos para fazê-lo. deixando morrer os pobres e salvar os cães não vai resolver os problemas sociais; alías, vai-se chegar a uma situação em que o lixo vai ficar amontoado porque pobre já não existe. vai ser o cão a tirar o lixo?
ana, não cheguei a dizer que não existe solidariedade. disse que o que se chama de solidariedade podia ser tanto altruístico ou egoísmo. por exemplo, o que motiva a ana a preferir ser cão? já viu que os cães têm dono que os dá de comer e não precisam de trabalhar senão ficarem de guarda (o que nem todos fazem; é só ver o poodle).
o que fui provocar... interessante!
prof macamo, espero que nao se tenha aborrecido com as questoes em torno das suas motivaçoes, peço desculpas nao era minha intençao aborrece-lo para mim sao questoes correntes postas a pessoas que desempenham funçoes, como as suas. nao esteja sempre a relacionar as minhas questoes com o quel he possam ter feito, ou dito, nao tenho nada a ver com isso; escrevo e comento apenas pelo prazer de jogar conversa fora, com interlocutores interessantes. é so issi. todas as trocas tricas , nao me dizem absolutamente nada. desculpe.
Bayano Valy, ja havia explicado de inicio, mas vou repetir, o que me motiva a ser cão são os laços sociais que se estabelecem entre o cão e o seu dono. laços esses que nao encontro entre os seres humanos.a amizade entre os seres humanos é um acto de negociaçao permanente. a amizade como uma tendência para transformar decisões de sentimento privado e de sentimento pratico, obriganos a tomadas de posiçoes. amizade enqto decisao de nos posicionarmos face a duas atitudes exclusivas, sequiser traiçao/amizade. a amizade que resiste a prova da traiçao continua ao longo das nossas tomadas de decisao politica, social e economica; aqui poe-se a questao de saber o que é traiçao. digamos que ela se define por oposiçao à amizade. outra questao se levanta de saber quando é, k a traiçao é traiçao? digamos para nos facilitar a vida que a traiçao nao é traiçao desde que haja solidariedade.
Vou outra vez buscar o velho exemplo da amizade entre de marx e engels, parece-me um beautiful, exemplo. independentemente daquilo que bayano defina como solidaeiedade, entre marx e engels reinou a1) solidariedade economica: nas dificuldades economicas no exilo ( repare que engels nao era tao abastado quanto o ex-ministro de belo horizonte k oferece os excedentes) 2)solidariedade afectiva, fortalece em momentos de fraqueza, 3) solidariedade politica, pela defesa de uma mesma causa, repare que nao estou aqui a dizer que a causa deles era a melhor, 4) solidariedade intelectual, a amizade k se nutre duma estima reciproca, de trocas de ideias e de um trabalho comum. pergunto a relaçoa do minstro com os seus amigos la de belo horizontz é pautada pelo menos por um destes 4 tipos de solidariedade
vamos ver:
1)solidariedade economica: o ministro “ convida os seus amigos que chegam na sexta-feira à noite e só partem no domingo à tarde. bebe-se, come-se, dança-se até à fartura.” o minsitro da aquilo que nao lhe faz falta. dà sazonalmente de sexta a domingo. a dadiva do ministro apenas permite aos seus amigos não cozinhar ao fim de semana, os amigos contraiem uma divida para com o ministro. mas a dadiva do ministro nao garante a subsitencia de seus amigos, nem é um projeto para que eles se tornem independentes no futuro. Os amigos sao submissos aos caprichos do ex-ministro
2) solidariedade afectiva, esta é apenas manifestada em tempo de festa. em tempo de crise o ministro seria solidario com os seus amigos? nao sei, nao tenho dados para responder a esta questao. entretanto o ministro, parecia estar mais preocupado com o choque entre as pedras de gelo, no seu copo de wisky, que o choque que tanta ostentaçao produzia na sua avo. Caro bayano, estou cansada e deixo os outros dois ripos de solidariedade como TPC para si. extrapolando rapidamente. estes tipos de solidariedade nos nossos dias são mais visiveis em relaçao ao cao que ao ser humano em geral , e para com as mulheres africanas em particular.
se quiser posso ser mais precisa dando-lhe o exemplo do meu caso. cedo abandonei a escola, que até gostava, deram-me um homem para casar. fui viver para a aldeia dele. morreu. voltei para casa da minha tia, minha mae morreu cedo, meu padrasto encontrou-lhe a falar com outro homem e matou-a. deram-me outro marido. imigramos. primeiro ele, depois, mandou-me chamar, a empresa onde trabalhava faliu. disseram que a culpa era minha. a familia dele acusou-me de bruxaria. o meu primeiro filho que tinha ficado com a minha tia na terra ficou doente, de repente. eu levava tanta porrada que o meu segundo filho nasceu anormal; acusaram-me de bruxaria de novo. correram comigo de casa. numa terra estranha. mandei a criança para a minha tia. trabalho na casa de uns doutores como empregada interna, como bebo e durmo , trabalho na casa deles ( 1 casal , 3 filhos e a avo materna, mais o irmao mais novo do patrao que veio estudar) o dinheiro que ganho mando na minha tia. quando os filhos do patrao nao estao em casa tiro os livros na biblioteca do patrao e leio, foi la que eu encontei as cartas de marx e engels. os meninos, sao bons, se eu lhes dou magnum, deixam-me navegar na internete. (É assim que eu posso conversar neste debate)o pior mesmo aqui em casa sao os caes. pior para mim. tenho que lhes dar de comer, levar no medico, fazer a comida, passar a ferro a roupa deles, so descanso quando esses bichos estao de ferias, sao 4, quatro caes. e o pior é que toda a gente gosta deles, abraçam-lhes dao-lhes beijinhos, fazem festa de anos a mim, ninguem me faz isso. embora assim, como eu lhes trato bem os caes tambem me defendem, mesmo nao sendo meu. no outro dia quiseram-me assaltar e o cao decidiu ficar do meu lado. sao solidarios. eu queria ser cao. nao teria casado obrigada. tinha quem gostasse de mim. Tinha muitos amigos. Estabelecia varias relaçes. nao precisava de trabalhar, os caes daqui nao trabalham, aqiui tem guarda para tomar conta da casa. acho o projeto da recolha e alimentação de cães vadios em maputo, mto bom. este projeto para alem de dar emprego aos homens que vao cuidar dos caes. aumentara o racio de interacçoa homem/cao; o que é bom para a solidariedade em si. de cada vez que eu tive problemas com o meu segundo marido a solidariedade afectiva da familia traduziu-se na minha desgraça- fui acusada de ser bruxa. algum cao faz isso? Nao. nem o dono do cao? Sao amigos.
minha motivaçoa para ser cao: amizade, que se manifesta atravez da solidariedade de facto, que origina decisoes claras nas tomadas de posiçao do cao face ao seu dono. a relaçao entre o cao e o seu amigo ser humano. noa é de submissao, apenas respeitam as regras determinadas de avanço e jogam o jogo, pre-estabelecido. é claro que existe sempre um que da mais que o outro mas isto faz parte das regras do jogo, e nao impede que em momentos de crise o cao tome a decisao de se posicionar ao lado do seu dono, nao porq questoes morais, mas por questoes praticas, que sustentam o seus argumentos. Neste caso ha traiçoes, temporarias, que podem ser sadias, repare bayano, nao quer dizer que o cao esta contra os donos, ele apenas pode estar contra o argumento de uns dos donos. Sao traiçoes que nos fazem rever nossos formas de agir.
Ao prestarmos mais atençao aos caes talvez nos faça reflectir o que é ser homem. ou tomar a decisao de fazer (re)nascer o “hommosolidarius”. salvar os cães vai ajudar-nos a reflectir sobre o modelos de solidariedade sociais vigentes.
Entretanto ao chegar ao fim eis que me surge outra questao, o cao assim protegido continuaria a ser cao ou transformar-se-a em ser humano?
De last but not de least “quais seriam então os critérios de selecção? Perguntou o amigo bayano. Reposta: a selecçao a justificar seria feita pelos rattweilers, pit bull terriers. prontos
Ana Macheve
cara ana macheve, não, não fiquei aborrecido. até porque a coisa divertiu-me imenso tendo em conta o que tive que ler de pior nas últimas semanas. por amor de deus, continue assim mesmo. estou a gostar imenso de dialogar consigo. acho que as suas reflexões vão no sentido correcto de abalar o que damos por adquirido. a sua ironia é por vezes subtil demais. só isso.
penso que a sua preferência por ser cão reflecte a interpretação que faz da experiência de vida. parece-me legítimo. a forma como o personagem da sua vida reagiu aos revezes, contudo, leva-me a supor que a ana macheve não fosse pessoa para ser cão por muito tempo. é apenas uma suposição. isso significa para mim que o teste da sua convicção seria a resposta à pergunta de saber se pode generalizar a sua preferência, ou melhor, em que condições poderíamos generalizá-la. tenho a impressão de que a fazer isso chegaria à conclusão de que a força do seu argumento reside apenas na crítica que faz aos Homens. daí, talvez, o seu penúltimo parágrafo sobre o cão que fica humano. a minha pergunta é: é possível reflectir estas coisas numa perspectiva individual e ficar por aí? não acho, mas também não sei porquê.
lamento bastante não poder continuar a manter o diálogo com a mesma assiduidade dos últimos dias. o meu acesso à internet estará bastante limitado nos próximos dias. mas, por favor, continue! o bayano vai responder, de certaza.
Nao estou a reflectir numa perspectiva individual. sera que estou? nao. penso. se foi essa a impressao que dei entao, ha um problema, à força de ser tão brincalhona, ou como o sr diz dona de uma ironia por demais subtil perdi-me no essencial, a saber: solidariedade; reciprocidade e o velho binomio don/divida. Seia a discusao em torno destes conceitos que justificam a minha escolha. Entretanto aguardarei a opiniao do amigo bayano.
amiga ana,
desculpe-me respondê-la tão tarde. as vezes não tenho tido tempo para estar na net, e esta manhã tive que ir à uma reunião. as questões que levantas são mui interessantes - essa tua forma de pensar outside the box me acaricia o intelecto. alguém dizia que pensar doi, e vou-te confirmar. como doi reflectir sobre as tuas interpelações! mas é um doer muito compensador.
voltando à vaca fria, penso que o acto de negociação não se circunscreve apenas às relações entre os homens; também entre o homem e o cão há sempre negociações. ocorre-me neste momento as experiências do cientista pavlov com o cão que foi um caso clássico de condicionamento. o cão respondia ao estímulo, no caso concreto um sino que tocava para anunciar a hora da refeição, o que aumentava o processo de salivação. o cão sabia que ía comer mal ouvisse o sino. isto era apenas um treino que abriu várias portas na ciência de observação comportamental. bem... o que quero dizer é que de alguma forma o cão vai sempre depender do treino que lhe é oferecido e há aqui uma clara negociação entre si e o dono, ou não?
a tomada de posições
diz e bem que a mizade leva à tomada de decisões face a dua atitudes exclusivas. não é isso o que faz-nos homens? o cão também toma posíções como diz mais em frente. talvez a diferença resida no facto de que o homem faz as suas escolhas conscientemente e o cão o faz por uma questão de reflexo, ou se quisermos instinto. sabe que vai tirar benefícios se estiver ao lado do seu dono. aliás, me parece que neste seu instinto não estaria longe de agir como o homem - o homem vai talvez colocar-se do lado de quem o dá mais benefícios e quem mais pertence ao seu grupo.
cita-me uma troca de correspondência entre marx e engels e o tipo de solidariedade que tiveram enquanto vivos. só para tomar um tipo de solidariedade: a económica. achas amiga ana que o cão consegue prestar este tipo de solidariedade ao seu dono? suponhamos então que por um motivo qualquer o dono perde os seus bens, o que vai ser do cão? vai ficar com ele? talvez o faça. a iniciativa pende mais para o lado do homem que se quiser pode decidir vender o cão. e quanto ao ex-ministro, não será porque ele sabe que os seus amigos não precisam de ajuda económica que aceita o desafio do seu amigo sociólogo? ou porque também em termos de custos o projecto pode saír mais barato do que, por exemplo, dar um empréstimo à um amigo para comprar uma casa? mas, duvido muito que os amigos do ministro não sejam pessoas que também tenham algum.
como podes afirmar que os amigos são submissos aos caprichos do ex-ministro? e podia perguntar-te cara amiga ana se existia alguma submissão entre marx e engels? é evidente que em todas as relações há sempre uma dependência, e é possível que um tenha dependido mais do outro, mas não é isso que acontece entre o homem e o cão?
concordo com o elísio sobre a forma como deu volta à vida (embora reconheça a ironia). é uma forma muito interessante de pintar o cenário vivido por muitas pessoas. mas vou ser um pouco cínico: será que sou obrigado a preocupar-me com o pranto de outrem? o teu (personagem) caso mostra que querer é poder. depois de vários revezes onde foi sempre espezinhada acabou vencendo na vida (bem, isso é relativo). foi sempre culpada e fez da adversidade sua amiga e voilá!
"se fosse cão tinha quem gostasse de mim". bem, não sei se o ladrão gostaria. e se não cumprisse com algumas obrigações também não julgo que o dono gostasse. enfim, seria mesmo vida de cão, como soi dizer.
essa de traições é mesmo muito boa. penso que talvez esteja mais tentada a ser cão porque mesmo perante traições a punição não será a mesma que a imposta à um homem. mas nem por isso deixa de ser traição.
a tua última preposição me leva a fazer-te uma pergunta: será que os teus donos são ti mais solidários porque t~em cães em casa?
bayano
caros amigos, lamento bastante ter sumido da discussão. reparei que continuou um bocado, mas com argumentos ainda por discutir. o problema da perspectiva (individual ou geral?), a utilidade da comparação (entre cão e homem) e as condições gerais dentro das quais noções como reciprocidade, solidariedade, etc. podem ter um sentido acima do subjectivo. foi interessante, obrigado!
caro elísio, acho que nós é que devemos ficar agradecidos pelo espaço e pelo empenho em moderar o debate. estava mesmo a aquecer. pena que a ana tenha desaparecido. todavia, eu pessoalmente acabei ficando mais rico. aínda podia ter perguntado sobre as implicações sociais e morais de termos tantos ex-ministros a tomar conta de cães do que de pessoas? se aos se aperceber que estava a ser substituído pelo cão o homem não encentaria uma revolução social? que papel o estado tomaria face à tendência de se olhar mais para o cão do que para o homem? enfim... um abraço
eu também aprendi imenso. o debate quando é de ideias anima a sério! vamos continuar a reflectir.
a ana não desapareceu amigo bayano. a ana, face à evolução do debate no circulo de sociologia em o o mérito da questão! tomou a decisão de virar cachoro vira lata em solidariedade com a aguiar. então, estou aqui no meu canto a coçar as minhas pulgas, companheiras e amigas. o que fazer? eu sou mulher, como todas as mulheres, temperamental, enfim, todos os meses o meu corpo se transforma, as paredes do meu utero almofadam-se, sob pretexto de receber, um hipotetico candidato a “ser humano. temperamental, emotiva. sou mulher, pela maneira “outside de box” com que me exprimo. sou mulher , gosto das palavras. e falo. canso. porque falo. solidariso-me com outras que falam tambem, nao apenas porque elas falam, mas quando o que elas falam diz-me algo. silêncio. o jovem langa moveu-se como pôde. infelizmente a aguiar, nao tem um esprito canino como a ana macheve. o jovem langa ao tentar apontar os consensos ignorou, o fundamental. reflectir sobre os desacordos, poderia ter desbloqueado a situaçao de facto. seria a aceitação da diferença. minha mãe (que nunca foi na escola, ja esta morta, ja contei) chamava tapar o sol com a peneira. corda rebentou . normal. silencio. anormal. sejamos todos docilmente pacificos. silencio. aqui entrariamos, na procura de implicações sociológicas para a falta que a reflexão sobre as implicações morais do silencio tem na qualidade do debate. aqui entrariamos, “na procura de implicações sociológicas para a falta que a reflexão sobre as implicações morais” do “consenço a qualquer preço” na qualidade do debate. aqui entrariamos, “na procura de implicações sociológicas para a falta que a reflexão sobre as implicações morais” na convivência partilhada e na unidade de contrários. aqui entrariamos “na procura de implicações sociológicas para a falta que a reflexão sobre as implicações morais” da edulcoração do pensamento unico e a aceitação do/no grupo, na qualidade do debate. la esta. estou a ser outsider. desculpem, é deformaçao profissional, simples empregada domestica, tomando como exemplo a troca de “mimos intelectuais” entre bayno e aguiar, vou colocar mais uma humilde questão, qual é o papel de casos como este na (des) construção do individuo? qual é a implicação deste tipo de acção, na (des)construção da esfera publica? qual é o papel que joga a acção voluntaria de “ignorar” o interlocutor no debate de ideias. o que ganha a esfera publica com a “imposição de consensos”? um debate cândido e sereno, sem ir ao fundo das questoes, é o mais importante para a construção de uma esfera publica critica e activa? existe incompatibilidade entre um debate cândido e sereno, e a convivência partilhada, na unidade de contrários? desculpe professor macamo é so o olhar de uma simples empregada domestica, sabe? aqui na casa onde trabalho, entra muita gente, entra e sai, gentes de todo os tipos, jardineiro, cozinheiro, canalizador, estudantes, doutores, mais os cães, eu, sou obrigada, a, estar, sempre, muito atenta, tenho que observar, é por isto, as vezes parece que tenho ideias. Não sei. Desculpa, estar a olhar, assim, no seu trabalho no dos seus amigos. nao vos considero bichos no jardim zoologico de Maputo. é apenas sentido de responsabilidade. responsabilidade na acção. assim, acho importante o caso bayano/aguiar, para se procurar “perceber que impedimentos existem para o debate aberto, directo e honesto de ideias”. tenho para mim que uma analise fina e detalhada dos debates que se tem tido na blogosfera em geral e no seu blog e no dos seus amigos em particular é um bom manacial de informação. descoisificar os comentadores é imperativo. a troca de “mimos” entre esses ilustres desconhecidos é importante. aí a sempre desconhecida e discreta iolanda aguiar, é, outra vez um bom exemplo, repare como chimbutane a acaricia, este pelo menos é directo. ai , professor, estou com pressa, daqui a nada é a hora de fazer o lanche dos meninos, assim, deixo o “disse”, do “não disse”, de uns, e, outros, para uma outra ocasião. mas, patrão aguiar incomoda, porque é outsider, ou, incomoda, somente, porque questiona? hiiii; a minha tia (aquela que me criou, lembra-se?) me disse que mulher não faz pergunta, ouve so. Racionalidade? ultima pergunta, no sentido metodologico as reacçoes desses individuos, bloguistas, não sera apenas criador de valores e construtor de um sistema na blogosfera que é reflexo da sociedade no país? sociedade, onde quem sabe pensar, não gosta daquele que pensa tambem? nao sera a sociedade, apenas, a produção colectiva de inviduos mais ou menos autonomos e racionais? decidimos de acordo com o que achamos bom ou mau do ponto de vista moral para o debate na esfera publica ou decidimos com base nos nossos interesses inter-pessoais? assim decidimos ser cão porque queremos de facto ser cão? ou decidimos ser cão simplesmente, porque as clivagens que reinam por de traz de hipoteticos consensos, empurram certos individuos, para o lugar de cão? talvez esteja aqui a utilidade da comparação (entre cão e homem) e as condições gerais dentro das quais noções como reciprocidade, solidariedade, etc. podem ter um sentido acima do subjectivo. o que acha amigo bayano? o acha prof macamo? desculpem mais uma vez este meu estilo, so falo do que estou a ver. nao tenho estudos. vez por outra leio os livros da bilioteca do patrão. internete é so quando os meninos me deixam. então, professor macamo porque não podemos com estes pequenos casos extrapolar o problema da perspectiva individual no caso geral da sociedade?o tempo esta curto, patrão vou responder a pergunta do amigo bayano. “as implicações sociais e morais de termos tantos ex-ministros a tomar conta de cães do que de pessoas?” simples significa que moçambique não existe, é apenas o reflexo de tudo o que se faz nos paises a norte, os paises ditos desenvolvidos, onde um homem da classe media tem uma mulher um cão, um filho, uma casa com jardim e flores ou vasos com flores na varanda. nos tambem temos que fazer, ainda que a nossa relação com o cão num passado recente nao tivesse sido afectiva. ainda que a nossa relaçao num passado recente com as flores fosse de indiferença, nos plantavamos a mandioca porque iamos comer, as folhas e a sua “batata” e não para olhar para as flores da mandioqueira ? verdade ou mentira?
desculpem a pobreza da minha escrita e das minhas ideias. Ana Macheve
cara ana macheve, é visto que o debate não terminou. deixe-me explicar uma coisa: a minha perspectiva sobre o conhecimento é de que nós o construímos na confronta1ão de ideias. o caminho, para mim, é que é a meta. sendo assim, aprecio a forma como a ana macheve aborda as coisas. vejo, desde a primeira intervenção com esse nome aqui, um processo duplo de construção de conhecimento: o conhecimento em si (?!) e a personalidade portadora desse conhecimento. vai reparar que fiz questão de salientar num dos meus comentários o que a "personagem da sua vida" fez. a história da sua vida é demasiado fantástica para ser real e ser portadora dos seus pontos de vista, mas isso não interessa. o que me interessa é o que o que diz me pode permitir apreender do mundo. é daí que me fascina a ironia que emprestou aos seus comentários. vi nela a possibilidade de me interpelar. richard rorty era grande amigo da ironia e aconselhava-nos isso. e que tal se a opinião da ana macheve não fosse resultado de uma vivência concreta? que tal se fosse apenas uma racionalização? e se ana macheve não existisse? e se ana macheve fosse apenas um "anónimo" no sentido literal do termo? e se ana macheve fosse pseudónimo do patrício langa, jorge matine, iolanda aguiar ou eugénio chimbutane? pouco importa, creio. importa a coerência argumentativa do que a "ana macheve" e a oportunidade que ela me dá de pensar melhor.
Professor historias reais ou imaginarias, qual o interesse? até quando é possivel estabelecer, quando é que “Elisio Macamo” é peseudonimo ou nome, ié quais dos multiplos personagens que representa na esfera publica? Interessa? nao. Quais os multiplos personagens que qualquer autor pode representar? “Elisio Macamo” existe? o que escreve no seu blog é, por hipotese, uma fotografia fantastica num momento t, do julgamento que empresta a uma historia real, ou o inverso. Interessa? não. Duas vivencias diferentes. Parbolas? Novo ou velhotestamento? Interessa? Não. O Prof fez estudos nas escolas e eu sou autodidata. é tudo. nos meus tempos livres leio livros. o prof faz o contrario. ler livros é uma parte importante de sua profissão. é isto um impecilho? o meu olhar de domestica incomoda? Concerteza que nao. Interessa distinguir o anonimo que existe em si, do peseudonino e do anonimo assumido no nome do autor que é "elisio macamo"? Não. Não se incomode com o meu personagem, por enquanto estou muito bem na minha condiçao de cachoro vira lata, e como tal, nao incomodo a ninguém. penso. caso o incomode é simples. diga. Entretanto prof. macamo interessa-me verdadeiramente que me explique porque não podemos com estes pequenos casos extrapolar o problema da perspectiva individual no caso geral da sociedade? O que falta para se fazer a ponte entre o individual e o colectivo? Não veja neste cenario a possibilidade de ser interpelado. Veja apenas alguém que tenta compreender o mundo em que vive. alguém que quer adquirir conhecimento e encontrou na blogosfera um mundo de possibilidades para o fazer. Sao-me indiferentes todos os seus hipoteticos personagens, que uma leitura mais atenta nos permite fazer. Assim como me sao indiferentes a sua tomada de decisão na escolha de seus amigos. So lei o que meu simples olhar de domestica me permite ver. Talvez a minha profissão condicione o meu olhar. Mas, o que fazer? É-me igualmente indiferente que Rotary não tenha escolhido Xai-Xai para sua ultima morada. Mas nao me é indiferente ficar sem saber porque não podemos com estes pequenos casos extrapolar o problema da perspectiva individual no caso geral da sociedade? ja agora encontra de facto a alguma coerência argumentativa naquilo que escrevo? Isto deixa-me muito contente, assim talvez retome os meus estudos, talvez venha a ser uma intelectual, nao sei bem o que isto é, mas sempre que os patroes recebem intelectuais aqui em casa para jantar, a senhora manda tirar a loiça de porcelana, por isto penso que devem ser importantes. Desculpe a minha ignorancia. Nao se esqueça professor da perspectiva o problema da perspectiva individual no caso geral da sociedade. Espero que a a decisao, por mim tomada de ser cachoro vira lata nao influencie, na sua resposta. obrigado. Ana Macheve
caríssima "ana macheve", a primeira parte do seu comentário repete apenas o que eu também disse: não interessa quem é, interessa o que as coisas que diz me podem permitir fazer em termos de reflexão. só por isso valeria à pena continuar a discussão ou reflexão. acho também que cada um de nós se constroi no conhecimento que vai produzindo. eu não me posso declarar marxista e preferir mandar passear a classe operária. portanto, pela força das ideias que também vou melhorando nas reflexões que faço sou obrigado a também interpelar a minha própria pessoa, com sucesso ou não. penso que é aqui onde reside a força emancipatória do conhecimento. penso ser também aqui onde algumas pessoas não se atrevem a prosseguir com a marcha. ou ficam incoerentes.
mas há um lado fenomenológico nisto tudo. todos nós damos o mundo por adquirido de uma ou de outra forma. fazemo-lo através da nossa experiência. essa experiência permite-nos articular posições com vivências. é uma expectativa toda ela baseada em palpites. podemos nos enganar como também podemos acertar. só que o objecto do nosso palpite também se constroi ao longo do tempo. a questão é de saber se ele se mantém coerente (posição mais vivência) ou não. no seu caso, há forte tensão entre estes dois elementos que me parece ter conseguido manter com sucesso (eivado de ironia) nas suas primeiras postagens. nas últimas postagens já não está a conseguir. mas, repare, isto são palpites. e nem interessam. no fundo, eu sou apenas um parasita que aproveita as interpelações dos outros para construir as suas ideias.
sobre a generalização. em pesquisa social empírica costumamos dizer que quando n é igual a 1 não há generalização possível. o caso da "ana macheve" não só é fantástico como também é bastante singular para nos permitir fazer extrapolações de validade geral. isso não significa que as conclusões que tira não sejam de interesse geral. são e isso a própria ana macheve demonstrou inúmeras vezes. eu estava a gostar mais do seu lado irónico!
No meio de tanta ironia, que se cate aquilo que talvez interesse. A escolha é vasta. Face às suas interpelaçoes, fica por saber quem esta a ser ironico aqui o Prof macamo ou eu? Particularmente diminui a minha dose de ironia e muito, porque o professor achou que era “demais”. Nao quero chocar seus leitores. La esta, Preso por ter cão, preso por não ter cão. Porque tera o senhor que ser parasita? Acha mesmo? Recorre muito a este artefacto quando não quer responder. Nao percebo, mas tambem nao interessa. Tanto quanto sei somos todos parasitas e hospedeiros. Simbiose na vida. Particularmente tive os meus 5 minutos de gloria, parasitando-o, como diz o outro. Objectivo. debate puro e simples. Julgamentos. deixo-os para os doutos deste mundo. De facto ha assuntos que são tabu, e devemos, manter-nos bem longe deles. O caso da Ana Macheve é fantastico? Nesta ordem de ideias fantastico por fantastico, o que dizer do caso do seu ex-Ministro com o seu projeto para cães? onde ficamos na generalizaçao do problema? Umh! tenho que terminar o almoço, as panelas esperam por mim. Ah! A proposito de parasita. Marx ao terminar o capital escreve para Engels “Querido Fred, se este livro foi possivel, foi a ti e a ti simplesmente que eu o devo” blabla e continua I embrace you full of thanks e assina MEW , Marx-Engels Werke, Diets Verlag, brelin, isto seria, Karl Marx – Friedrich Engels. Não? Marx introduz o nome do amigo, no seu. para uns, isto seria uma bela prova de solidariedade afectiva. Mas segundo a logica do Prof Macamo, no fundo, Marx foi apenas um parasita que aproveitou as multiplas solidariedades de Engels para construir as suas ideias. Sera que posso dizer isto? Veja so prof macamo! assim nao tem piada. Não percebo o porquê desta tirada. O prof. Joga tanto à defesa que por vezes fica sem piada, desculpe a indelicadeza. Acha mesmo que foi isso o que eu quis dizer? Nao creio. Da mesma maneira que nao poderei dizer que a generosidade, a delicadeza inesgotavel de Engels face a Marx e a familia deste e o facto de marx juntar o nome de Engels ao seu (dele marx) na carta de 15 de agosto de 1867 (acho, ja depositei o livro na biblioteca do patrao, cito de memoria) – solidariedade afectiva- faz destes dois homens homosexuais. Veja so! Da mesma maneira que nao posso dizer, penso, que Marx, no outono de 1843, qdo tomou a decisao de ir viver para Paris, foi para encontrar a comunidade de os operarios alemas – o proletariado! Sinto muito que a minha experiencia de vida seja tão vazia, o que fazer? É aquela que a cegueira de uns e a surdez de outros, inclusivé a minha, me permitiram, construir prof. Nao quero roubar mais o seu tempo, nem fatiga-lo. Resta-me agradecer-lhe, por ter disposto do seu tempo para ler os delirios de uma empregada domestica acantonada na sua vida de cachoro vira lata.
cara "ana macheve", pode crer que não me fatiga. eu talvez esteja a fatigá-la porque, obviamente, nem sempre posso responder as perguntas da maneira como gostaria que eu as respondesse. todos somos parasitas no processo de construção de conhecimento. marx também foi, o que não diminui a amizade que mantinha com engels. também não creio que seja sensato supor que eles fizeram o que fizeram por causa da amizade que os unia. talvez a comunhão dos mesmos ideiais políticos fosse o factor de amizade. tudo indica que sim. mas nenhuma dessas coisas importa. há uma comentadora deste blogue, a iolanda aguiar, e que a ana macheve mencionou num dos seus comentários, que fala da eloquência dos silêncios. acho que isso é importante também. não creio que o desafio seja entrarmos em acordo sobre seja o que for; eu utilizo este espaço para (de forma parasita) construir as minhas ideias a partir das interpelações dos outros. acho que a ana macheve vai fazer melhor uso do tempinho que consegue arrancar às suas ocupações como "empregada doméstica" se entrar nestes debates para aprimorar as suas ideias, colocá-las à atenção crítica de outros e, até tenho medo de dizer, ser simplesmente parasita... pessoalmente, noto que deixo de aprender dos outros a partir do momento em que me vejo na obrigação de defender uma conclusão.
tem toda a razao, professor. pareceu-me ter notado um certo desagrado da sua parte, mas como costuma ser sempre tao directo estava na duvida. a força de querer aprimorar as minhas duvidas e coloca-las à atenção critica dos outros, acabei indispondo-o. nao faz mal; não é o fim do mundo. acontece. obrigado por ter lido o que escrevi. e sobretudo por me ter respondido. embora tenha ficado sem perceber o que lhe desagradou tanto. lamento nao ter percebido o sinal de stop, são as limitaçoes do meu baixo nivel de compreenção. desculpe. contudo enquanto gestor e autor do espaço, pode sempre apagar os comentarios que fiz se não esta de acordo. não tem mal. obrigada, por téao tolerante, a ponto, de me dar a chance de parasitar os seus trabalhos, mas mesmo para isto é preciso saber, parece que nao estou à altura de o fazer, ja nao destingo uma premissa de uma conclusão.
ademais, nao queria entrar em acordo, apenas queria compeender o desacordo. irrito-o. desconheço a causa. sinto muito. estamos sempre a aprender...ninguém nasce sabido. com os erros tambem se pode aprender.
cara ana macheve, pode ter a certeza de que não me indispõe. é verdade que prefiro a sua ironia inicial, mas cabe a si decidir como quer participar nestas conversas. não se refugie no seu canto, continue a partilhar aqui connosco a sua reflexão. força!
Caro professor Macamo, quer mesmo que eu continue a partilhar as minhas humildes reflexoes convosco? so o Sr Prof pode saber. Pela parte que me toca, nao tenho feito outra coisa. indepentemente de nunca ter percebido se sou bem vinda ou não. Multiplico-me em multiplas personagens, nao é por medo, mas como a unica forma que vi deincentivar o debate, participar nestes foruns, e,de sozinha fazer mudar algumas ideias preconcebidas, como por exemplo o seu olhar sobre os anonimos. descobri tbem que o caminho melhor para chamar atençao para “assuntos tabu”s era fazer-me de estupida, escrever uma babuzeira, como anononima, ou com um pseudonimo, estebelecer dialogos comigo mesma. Nao é por medo, nem cobardia. O meu gosto pela troca de ideias é nato. Mesmo, por vezes, nao assinando o meu nome , sei que todos reconheccem a minha escrita, na qual, faço questao de deixar um cunho pessoal, tanto por expressoes idiomaticas caracteisticas, ou utilizando uma referencia aqueles que me sao queridos, por exemplo os meus pais. Embora saiba que o Sr e os seus amigos, nao nutrem simpatias por mim, eu nutro simpatias por africa e é o unico mobil da minha participaçao. Sonho. Vou aprendendo. Leio. Discuto. Troco ideias. fiz alguns amigos com os quais me correspondo até hoje. eles sao todos perempetorios, nao tenho como esconder-me. por isto todos os personagens que invento, sao apenas pelo gosto e prazer de debater. Ridicularizada fui-o e tenho sido vezes sem conta. Africa é assim prof Macamo. Querem investigadores, mas nao é a mim, africa tudo se escolhe, tudo depende da vontade de uns, vontade muito particular de uns... é a violencia escondida, a violencia esta ai todos os dias, uma violencia que ninguém quer ver. So, depois, qdo tudo rebenta começam a matar-se uns aos outros como no Quenia, por exemplo ai chama a atençao de tudo e de todos. Até la muitos vao morrendo sob olhar complacente da sociedade. Ou entao a nova moda da caça as bruxas como diria Sunsi, caça aos nomes ligados ditas elites politicas e economicas... onde por vezes pessoas inocentes sao atiradas ao linchamento - marginalizadas, porque tem este ou aquele apelido, que por acaso é o mesmo do empresario ou do politico X . Ou porque hipoteticamente, nunca venderam chamuças, mas podem ter vendido outros pasteis, nao interessa o que interessa é que o nome é de familia pertence à elite politica ou economica...Aprendi durante o tempo que tenho estado a navegar na vossa blogosfera, que, no meu pais, as pessoas nao sao nem melhores, nem piores que, no seu, professor Macamo, apenas é um pais mais pequeno o que condiciona o tipo de relaçoes. nao sei porquê que o professor esta a tentar ridicularizar-me em publico, prof Macamo. Eu nao o faria, eu não o faço, eu nao fiz... minhas tomadas de posiçao têm sido integras, dignas, coerentes comigo mesma. Disto, o Sr, prof, sabe, muitissimo bem. Um dia o senhor disse-me, em tom critico que eu expressava-me na blogosfera como se tivesse a dar aulas, o que para si pretendia ser uma critica, para mim foi um grande cumprimento, nao dou aulas, nao tenho nem um terço das suas habilitaçoes, nem experiencia de trabalho... nestas condiçoes se consigo expressar-me como o Senhor, Prof Macamo, diz, e nao sou aceite em lado algum, entao o problema, nao esta de facto em mim, mas no tipo de relaçoes que os africanos estabelecem entre si...os puros e os impuros. persisto na defesa das minhas ideias isto é caracteistica de todo o investigador digno desse nome, lembro-em do ultimo filme de Will Smith, baseado no livro de, “eu sou uma legenda” em W Smith, desempenhou o papel de um investigador, que pagou o resultado da sua pesquisa com a propria vida. nao precisamos chegar a este ponto. A qto tempo o profesor bate-se contraa tudo e contra todos para provar que a corrupçao, nao existe, que a corrupçao nao é a causa disto e mais aquilo? Nao esteja a ser injusto comigo. Nao o obrigo a si, ou outra pessoa qualquer a trabalhar comigo, mas costumo exigir que me respeitem. Ninguém aqui é parvo. Apenas quis chamar a atençao para o papel dos comentadores, como no passado chamei para os anonimos e levei-o a mudar o olhar que o senhor tinha sobre esse tipo de gente. Assim com tbem chamei e chamo a atençao,para outros pensamentos que me eram queridos. As pessoas interagem. Trocam ideias discutem, melhoram assim o seu pensamento. Parasitam? Como queira, o professor, é o senhor. O que dizer de investigadores em sitios diferentes que ganham o premio nobel pela mesma descoberta. Prasitam? Noa sei, nem me interessa, o que eu nao gosto é que me estejam a ridicularizar, sem motivo. Nao é disto que Africa precisa. É muito facil criticarmos os politicos, la longe. E nos como é que nos nos tratamos?! Noa é preciso ser psicologo, para conhecer o efeito deste tipo de acçao dobre o individuo. Queira desculpar-me ter utilizado, mais uma vez o seu espaço, para uma jeremiada, mas tal como so senhor nao gostou dos meus ultimos comentarios tbem eu nao gostei da sua atitude. E qdo o critico prof Macamo, é, sempre, com a certeza, de que o Senhor, professor, pode fazer melhor. Se necessario telefono-lhe. Nao o ridicularizo em publico. o senhor tem os meus endereços pessoais. nao tente ridicularizar-me. afinal o senhor critica tanto este tipo de procedura! Cada um muda aquilo que pode mudar com as armas que dispoe no momento para o fazer. O mundo nao é apenas composto de estrelas, existem milhoes de seres incognitos que contribuem para dar visibilidade as estrelas. Se nao quiser que eu participe no seu blog diga. Alice Anjos é o nome da minha mãe. Queira desculpar-me, mas esta sou eu. Destemida. Digna e coerente com as suas proprias ideias. E porque o blog é seu, pode apagar este e os outros comentarios. Mas nao tente humilhar-me. É muito facil sobretudo qdo o grupo nos aplaude. Isolada com minhas ideias, mereço respeito. Noa se esqueça, os puros podem virar impuros...Obrigado Professor Macamo.
cara ioilanda, não vejo de que maneira te humilhei. estás livre de participar no blogue como bem entenderes e podes esperar discussão das ideias que apresentas directamente ou de forma anónima. nunca, pelo menos conscientemente, ridicularizei nem humilhei ninguém aqui neste blogue. se, contudo, achas que o fiz, peço desculpas.
"Conhecimento sempre anda com censura, porque quem sabe pensar nem sempre aprecia que outros saibam pensar" (Rescher, 1987. Shattuck, 1996).
Enviar um comentário