terça-feira, janeiro 15, 2008

Decisões difíceis (2A)

Miss Moçambique

Não sei até que ponto isto poderá ser assunto no nosso país. A ideia de reflectir sobre a coisa veio de postagens que vi no blogue “O Diário de um sociólogo” e no blogue “Navegador Solidário” sobre uma “Miss Angola” que ficou em segundo lugar numa competição internacional. São belas fotos de uma bela mulher, embora as minhas mulheres sejam, naturalmente, ainda mais belas. Infinitamente, vinco. Mas não concorreram. O que me chamou a atenção nessa “Miss Angola” foram os seus cabelos lisos, as suas feições e a cor da sua pele. Não é uma angolana negra, se não observei mal. É uma angolana que resulta de uma mistura. Não estou a reprovar tanto mais que eu, pessoalmente, já dei a minha contribuição para isso. Queria apenas, a partir disto, formular um problema que precisasse de decisão para depois perguntar que tipo de dilema o problema nos coloca. Soube, há dias, e em conversa com amigos, que recentemente na Itália se desqualificou uma italiana negra – que se sagrou vencedora de um concurso de beleza nacional – pelo facto de não corresponder ao padrão italiano de beleza. Não sei muito bem o que é esse padrão, mas suponho que envolva cor da pele.

Vamos, então, supor que temos em Moçambique concursos de “miss” em que quem se sagra vencedor são sempre moçambicanas não-negras. Desculpem-me a terminologia racial. Desculpem-me também o tema. A situação não é assim tão fantástica, pois sabe-se quem figura preferencialmente nos vídeos-clips de hiphop no nosso país. Vamos, ainda, supor que esta situação começa a incomodar algumas pessoas, sobretudo àqueles que acham que faz mal à auto-estima nacional que o nosso padrão de beleza seja representado por pessoas não-negras. Vamos continuar a supor que alguém sugere que a participação dessas moçambicanas seja feita sob a condição de elas não serem permitidas arranjar o cabelo e usarem vestidos dois números acima do que é o seu tamanho real. E mesmo assim, elas ganham. Pior: andar com o cabelo não arranjado e usar vestidos grandes vira moda, estilo aquelas calças enormes dos “rapistas” (ou rapeiros?).

Para enfatizar o complicado da situação, deixem-me acrescentar alguns pormenores sociológicos. Vamos supor que as moçambicanas não-negras têm maior probabilidade de arranjar emprego; vamos supor que os professores do sexo masculino têm maior predisposição para ignorar pequenas falhas que elas possam ter, mas são implacáveis com as outras; vamos continuar a supor que elas têm maiores probabilidades de encontrar um marido mais abastado e, por essa via, levarem uma vida mais afluente, terem filhos que vão crescer num ambiente mais conducivo ao desempenho escolar (melhores escolas) e, consequentemente, maiores probabilidades de alicerçar diferenças sociais fundamentais.

A minha pergunta é a seguinte: o que significaria, nestas circunstâncias, dizer que a beleza é relativa?

17 comentários:

Bayano Valy disse...

caro elísio,
a minha opinião é de que não precisa se desculpar. um dos grandes males deste país (pelo menos na arena pública) é da criação de tabús intelectuais através da criação de "no go areas". já vi bastante de "politically correct" para me durar a vida, e como a minha resolução é mesmo ser íntegro, vou defender o direito de livre expressão por mais que não concorde, evidentemente que de forma responsável. este pc estrofia o debate. temos que confrontar algumas das percepções societais, e acho que o exemplo que dás é um deles.

Anónimo disse...

Tema armadilhado. Pelo menos no nosso país. Corres o risco sério de seres considerado racista por levantares temas como este.

Seria no entanto bom que, como diz Bayano, não houvesse "no go areas". Se desatássemos as armadilhas mentais que cada um de nós tem sairia deste teu post um belo debate.

Obed L. Khan

Anónimo disse...

Caro Elísio,

A beleza feminina não depende da cor da pele. Cada mulher tem seu charme individual e sua beleza. A beleza é um conjunto de qualidades, como personalidade, aparência, olhos, cabelos, carácter, emoção, elegância, etc. Nenhuma mulher é igual a outra, e por isso, nenhuma é melhor que a outra. Viva a beleza feminina! Viva a tolerância! A diversidade social não é um produto da beleza mas um produto da desigualdade das oportunidades.

Um abraço
Oxalá

Bayano Valy disse...

caro oxalá,
ninguém é igual ao outro - nada de novo aquí. a tolerância é o quê mesmo? tolerância é ver atitudes discriminatórias e ficar calado? de algum modo acho que está a misturar alhos com bugalhos - A diversidade social não é um produto da beleza mas um produto da desigualdade das oportunidades. o que pressupõe a diversidade social? pode-me esclarecer?

Elísio Macamo disse...

caro bayano, caro obed, depois de ter sido acusado de ser da frelimo (parece que para alguns é insulto...) não posso recear cair ainda mais. já cheguei ao fundo do poço. obrigado pelo vosso encorajamento. há muita coisa que precisamos de discutir no espírito da simples troca de ideias. o importante é sermos responsáveis nessa troca de ideias. e decentes.
caro oxalá, gosto da forma como coloca a questão. de facto, cada mulher (e, já agora, cada homem) tem seu charme individual. a questão que estamos a discutir é de saber se a convergência estética quer dizer alguma coisa em relação aos gostos e, sobretudo, se outras considerações devem desempenhar algum papel na nossa apreciação das qualidades estéticas de alguma coisa. partilho a perplexidade do bayano no que diz respeito à sua ideia de que a diversidade social é produto da desigualidade das oportunidades. o que quer dizer? a questão que eu estava a tentar colocar em debate era de saber se os padrões de beleza documentam o que torna as desigualidades possíveis ou, na pior das hipóteses, se os padrões reflectem uma estrutura social específica.

Anónimo disse...

Caro Bayano,

A tolerância não é uma atitude indiferente, mas uma virtude. Tolerância significa respeitar o ponto de vista do outro, mentes que pensam de forma diferente, o pluralismo e a diversidade cultural, étnica, social e religiosa dos homens, sem minimizar as diferenças. Ninguém deve impor suas opiniões ao outro. O que significado: Não façais ao próximo o que não desejeis receber dele. Os limites da tolerância, para mim, constituem qualquer forma de intolerância (os chamados “ismos” como o dogmatismo, o fascismo, o fanatismo, o totalitarismo, o racismo, etc.) e os abusos dos direitos fundamentais do homem. Porque a Declaração Universal dos Direitos do Homem proclama que "toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião" (artigo 18°), "de opinião e de expressão" (artigo 19°) e "deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre os povos" (artigo. 26°). Para isso é uma condição sine qua non de ensinar a tolerância nas escolas e universidades.

Ainda, o que pressupõe a diversidade social? Tenho uma opinião clara: A desigualdade de oportunidades, a falta de comida, a falta de água potável, falta de emprego e formação (escolas e universidades), exclusão social e profissional, mau acesso aos hospitais, mau acesso a comunicação, mau acesso a credito, a falta de respeito pelos direitos humanos, a parcialidade da justiça, a cultura de impunidade, como as actividades políticas, executivos e judiciários que não servem às necessidades do cidadão (como actos de corrupção, opressão e violência). Incluindo fenómenos da intolerância e indiferença político. Tudo claro?

Um abraço
Oxalá

Anónimo disse...

Caro Elísio,

Reflecti um pouco sobre os padrões de beleza e as desigualdades. - A questão o que é esteticamente aceitável para mim depende do gosto individual. Por isso não existe uma visão estética correcta. O que na pratica gera um pluralismo estético, igual se na beleza, na dança, na musica, na literatura, na pintura, no filme, ou em outros áreas da cultura. Na estética existe uma subjectividade que se liga a gostos individuais, percepções, categorias como idade e juventude (a estrutura social). Os padrões de beleza vivem em ciclos como a moda nas diferentes épocas. A busca pelo ideal aos padrões estéticos é incansável. Todos querem se sentir desejáveis (porque a beleza é um estímulo narcisista ligado ao individuo). Padrões comuns não existem, nem existe uma estrutura social específica de beleza. E a beleza não é um privilégio das elites, nem de grupos duma sociedade. A divisão (ou diversidade) é entre o que é esteticamente aceitável e o que esteticamente ofensivo. Que para mim isso não é uma questão social, mas um sentimento individual.

Um abraço
Oxalá

Elísio Macamo disse...

caro oxalá, não sei se percebo muito bem o que entende por tolerância. podemos mesmo defini-la como o respeito pelo ponto de vista do outro? ou quer dizer respeitar o direito que os outros têm de ter opinião diferente? mesmo assim: se o seu vizinho achasse que todas as pessoas com mais de 1,80 deviam ser fuziladas em praça pública o oxalá encolheria os ombros e diria "está no seu direito de ter opinião"? se tentasse convencê-lo a mudar de opinião estaria a ser intolerante? ou tolerância quer dizer respeitar o direito que os outros têm de defender os seus pontos de vista em debate aberto e franco?
percebo o que quer dizer com "diversidade social". acho, contudo, que o melhor seria falar de desigualidade social. diversidade social é possível mesmo sem desigualidade. diversidade sugere a ideia de formas de vida social. mas não vou insistir para não ser intolerante...

Anónimo disse...

Caro Elísio

Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Para isso condeno qualquer ofensa à integridade física de pessoas com mais de 1,80. :-)))

Sei, nem todo que eu escrevo é sociologicamente correcto. Eu uso o termo diversidade em relação com o respeito ao pluralismo e tolerância de ideias, conceitos, características ou elementos diferentes, por exemplo no campo da sociologia, filosófica ou na cultura. Desigualdade para mim significa uma relação de quantidade/qualidade entre mais/menos comida, água potável, emprego e formação numa sociedade. Não sei o que esta escrito no dicionário dos sociólogos? E eu também não vou insistir. Viva a diversidade dos termos técnicos!

Um abraço
Oxalá

Anónimo disse...

Beleza e feio são dois conceitos intimamente ligados. Comprende-se normalmente a beleza como o inverso de feio, então bastava defenir um dos dois para se saber o que é outro. mas charme, o que é o charme prof? é possivel defenir-se?
Ana

Elísio Macamo disse...

caro oxalá, viva a diversidade! não lhe queria de modo nenhum impor a terminologia da sociologia. pensei apenas que a noção de diversidade social que usa cria um pouco de confusão na minha cabeça tanto mais que parece estar mesmo a usá-la no sentido por si próprio explicado de "desigualidade social". mas vamos esquecer. aceito a sua resposta ao vizinho que quer matar os de 1,80. contudo, ela pressupõe uma hierarquia na sua ideia de tolerância. como é que chega à ideia de que o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal é superior ao direito a pensar diferente (ignore, por favor, por momentos a declaração universal)? e recuando para a sua resposta sobre os padrões de beleza: está a dizer que os concursos de beleza não fazem sentido. muito bem. mas existem. como, então, avaliar seja o que for? como utilizar a sua ideia de que tudo é subjectivo para resolver os problemas criados pela sua existência (fictícia, naturalmente)? estou muito interessado na sua reflexão. tenho pena não poder visitar o blogue com mais frequência nos próximos dias.

Elísio Macamo disse...

cara ana, charme (encanto?), não sei. afinal quem faz as perguntas aqui? suponho que charme seja o contrário de ausência de charme (para usar a sua definição...). brincadeira. a ana está a pensar em incluir o aspecto "charme" na avaliação estética?

Anónimo disse...

sim. o "charme" justifica a "beleza" dos feios? é o "charme" que relativiza a noçoa de beleza? Desculpe, estou a colocar-lhe questoes novamente. Desculpe
Ana Macheve

Anónimo disse...

Caro Elísio,

A ideia de tolerância para mim não pressupõe uma hierarquia, mas o reconhecimento da vida do outro. Ama ao próximo como a ti mesmo, disse a bíblia. O que tem a ver muito com o respeito pela diversidade humana, sem tolerar que os intolerantes destruíam os tolerantes e a convivência dos homens. Isso não pressupõe uma hierarquia entre os valores próprios e aqueles dos outros, porque a regra é a diversidade. Toda hierarquização implica uma diminuição/ crescimento no espectro dos valores humanas, o que tem a ver com a questão de moral dentro um universo. Qualquer relativização dos valores humanos serve fins específicos, como por exemplo pela legitimação de exclusão social, perseguição, violência, tortura, etc. A redução da vida humana (como da beleza), a indicadores numéricos, significada na consequência o absolutismo, muitas vezes acompanhado de indiferença por grande parte da sociedade. Por isso a tarefa de mim é lutar pela defesa dos valores humanos, sem relativizar o absolutismo (e os abusos frequentes das autoridades “democráticos”). Valores absolutos (como no fundamentalismo étnico e religiosa) só geram guerras e conflitos. Ignorar por momentos a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os limites universais pelos ditadores e tiranos, implica que estes direitos, deveres, liberdades, e valores são negociáveis, e podem ser vendidos ou trocados como qualquer objecto. Por isso não basta fechar os olhos perante os limites da ética. O que distingue a vida humana (é a beleza) dos objectos não é o preço económico, mas sim a dignidade e a fraternidade, que não podem ser reduzidos a meras mercadorias. Nesse sentido: Viva a diversidade!

Um abraço
Oxalá

Anónimo disse...

caro Oxala, em vez de estar a fazer-se de engraçadinho, seria mais util para a esfera publica e para si mesmo, que respondesse às criticas que lhe foram directamenete dirigidas, aqui ha alguns dias. oxala, é um desejo tao velho quanto a existencia de Deus. Porem esse desejo nao é condiçao sine qua non para resolver todas as necessidades do mundo. Deus mandou o seu filho unico Jesus Cristo à terra para ajudar a reflectir sobre as necessidade do homem, necessidades espirituais, necessidades materiais, na equidade, fraternidade, solidariedade entre os seres humanos ... enfim Deus manifestou assim o desejo que Cristo, seu filho unico, acabasse com o problema das desigualdades sociais, as injustiças, tarefa ardua, Deus nao contabilisou os multiplos desejos do homem. Cristo tentou, acatar os desejos do Pai. Tentou. nao se pode dizer que nao, aos 33 anos Cristo, cansado renunciou, ao desejo do Pai, deixou-se imolar na cruz. entre fazer um milagre para continuar vivo, no meio dos seres humanos, seres complexos, porque,racionais e emocionais, Cristo preferiu ir sentar-se à direita do pai. desistiu da sua missao? Covardia, prova de coragem, egoismo? Nao sei. Talvez tenha sido um sacrificio para bem da humanidade. Talvez. Valeu a pena? Nao sei. Acabaram as desigualdades? OXALA tivessem acabado... mas tbem se as desigualdades tivessem acabado o que seria de nós, existiriamos? O que faria o amigo oxala. OXALA nao tivessemos necessidade de colocar estas questoes de discutir, enfrentar as criticas, dolorosas sejam elas, argumentar, contra argumentar, reconhecer, tal como Cristo que o “oxala”, esta velho, cansado e impotente, precisamos aprender, interagir uns com os outros, sentar, discutir, falar, falar, até que a alma nos doa. Discutir com a humildade e a certeza que todos morremos um dia, mesmo que a obra fique. Lirismo? Talvez. Masoquismo? Nao nao é masoquismo, é apenas a certeza da partilha de um sonho comum, todos temos o mesmo sonho e todos, somos sempre, poucos para tornar o desigual igual em Moçambique, para reflectir, para melhor agir, na certeza porem, que a chave de tudo isto talvez ainda esteja com Deus. O que nao impede de denunciarmos acçoes que ferem a nossa sensibilidade. A denuncia é necessaria. Reconforta as nossas esperanças, afaga a dor. Mas critica social tambem é necessaria. Se uns tentam compreender o seu desabafo, e ajuda-lo a melhorar a sua tecnica de argumentaçao, porque nao tentar compreender o que esses “uns” querem dizer com critica social? (in)tolerancia!!! Oxala fossemos todos tolerantes. Oxala! oxala tal como Cristo fossemos capazes de reconhecer a nossa impotencia, face a intransigência e a intolerância. Oxala, tal como Cristo soubessemos escutar, o chamado do Pai e soubesse-mo-nos retirar, para, reflectir, pelo menos... oxala! Infelizmente, não é facil. A intolerância tolhe-nos o cerebro. Assim sob capa dos direitos humanos, queremos a tolerância seja in ... tão in que ela se transforma em intolerância.... Sera que Deus quer isso? Oxala soubessemos o que Deus quer.
A beleza tambem é isto é isso ai, saber aceitar a diferença, até porque o conceito de beleza é relativo, o que é tolerancia para si pode ser tolerancia para mim e intolerancia para eles e vice-versa-vice. A tolerancia tal como a virtude, não esta nos extremos, mas estar sim no charme com que lidamos com os nossos extremos. O tolerante sabe desconstruir-se permanentemente, pois ele sabe que, assim, tera a oportunidade sempre aberta de transformar a sua (in)tolerancia em tolerancia, renascer. Oxala. Quem acredita, enfrenta, defenda –se. Nao tenha medo. Todos morremos um dia ,com fama ou sem ela. Coragem . acredite no seu valor. Ponha a sua mão que Deus o ajudara e a causa dos Direitos humanos agradecer-lhe-a. Cristo, humilde como foi, abençoar-lhe-a. Vamos juntos pensar Moçambique? Oxala
Ana Macheve

Anónimo disse...

Cara Ana,

Muitíssimo obrigado pela sua resposta detalhada. Tentou compreender e responder todas as críticas (ou perguntas) que me foram dirigidas. Mas pode ser, que eu percebi mal uma pergunta ou não respondi à mesma. Peço desculpa, se eu feri a sua sensibilidade. É possível que você ajudar-me a concretizar a critica (ou pergunta) não respondida?

Concordo, o conceito de beleza é relativo. Relativo como as nossas maneiras de pensar ou sentir diferente. Mas acho extremo exigir de reinventar permanentemente ou relativizar os valores universais. Porque os Direitos Humanos permitam a nossa existência e convivência pacífica. Acho que a tolerância nesse caso possui seus limites. Tolerar, é assumir responsabilidades e não aceitar o sofrimento do outro, como pobreza, fome, injustiça, opressão ou violência. O problema dos nossos dias é a indiferença perante a ameaça da nossa dignidade e liberdade. Por isso não basta só falar sobre os direitos fundamentais e a dignidade humano. Acho, devemos agir, cada uma e cada um de nós nas suas possibilidades pessoais. Devemos combater as causas de sofrimento, miséria, injustiça e violência. Igual se na Quénia, Moçambique ou Zimbabué. Porque o conceito dos valores universais não é relativo (como o conceito de beleza).

Um abraço
Oxalá

PS: Eu não quero ser famoso, muito menos herói. Porque há constantes ameaças, hostilidades, perseguições e assassinatos (centenas) no dominó da defesa da dignidade humana. E os heróis entre os defensores dos direitos humanos morrem cedo.

Elísio Macamo disse...

caros amigos, infelizmente estive ausente nos últimos dias e não pude acompanhar a continuação do debate. acabo de ler o que, entretanto, foi sendo discutido. achei as vossas reflexões estimulantes. estou, contudo, com um sabor amargo na boca, pois parece que a conclusão a que chegamos é de que a beleza é relativa. só que essa era a minha pergunta. o que significa dizer que a beleza é relativa? porque nos damos por satisfeitos com esse tipo de resposta? abraços.