sexta-feira, setembro 21, 2007

Passo gigante pequeno

Em tempos comentei este tipo de coisas aqui. E volto a perguntar? Faz sentido? Em que sentido faz sentido? O problema da polícia é mesmo a falta de meios? Grande passo na mitigação do crime ou na solução individual dos problemas de locomoção e comunicação de alguns agentes policiais?

Empresário Momed Bachir oferece meios de patrulha a polícia

21/09/2007

Policia reforçada em meios para patrulha. Trata-se de uma oferta de cinquenta motorizadas provenientes do empresário Momed Bachir dono do grupo MBS.

É um passo gigante para o trabalho de patrulha e garantia da ordem segurança e tranquilidade pública. Pois a Policia passa assim a dispor de mais meios no seu trabalho. Trata-se de uma oferta composta por cinquenta motorizadas, igual número de capacetes, telemóveis, recargas e pacote inicial.

A Oferta vem do empresário e proprietário do Grupo MBS, Momed Bachir que diz tratar-se de uma acção que visa reforçar os agentes de lei e ordem na sua missão de combate ao crime.

Momed Bachir não quis revelar o montante envolvido na aquisição destes meios, pois diz que o mais importante é o gesto que teve para com a nossa Policia.

O gesto não é mau. O problema é: será que a nossa polícia tem o nível de organização necessário para apreciar a utilidade deste gesto? É quase fim de semana e não quero pôr ninguém mal disposto com acusações de fenómeno da bicha ou fala sem consequências.

4 comentários:

Bayano Valy disse...

Caro Elísio, a tua pergunta "será que a nossa polícia tem o nível de organização necessário para apreciar a utilidade deste gesto?" me fez recuar ao tempo e espaço em que foi criada a tal Brigada Anti-Corrupção (BAC). A BAC foi provida de meios humanos e materiais. Recordo-me das motorizadas "pirilampos" que andavam aos pares e com uma parelha de agentes bem armados, vestidos de um preto ameaçador. O "show" nocturno durou quase por aí três meses. Depois disso começaram a escassear das ruas. Os constrangimentos eram os mesmos de sempre: falta de meios; falta de combustível; falta de peças, entre outros.

A mim essas tais "faltas de" surgiram justamente pela aparente ausência de "nível de organização necessário" para maximizar os meios disponíveis. Pelo menos entendo assim "apreciar a utilidade deste gesto".

ilídio macia disse...

Caro bayano, frase tua: "Recordo-me das motorizadas "pirilampos" que andavam aos pares e com uma parelha de agentes bem armados, vestidos de um preto ameaçador. O "show" nocturno durou quase por aí três meses. Depois disso começaram a escassear das ruas." Cert, caro bayano. O Ministério do interior está a "trepar o país pelos ramos".

Elísio Macamo disse...

oh, ilídio... se calhar, bayano, o que o ministério do interior precisa é da experiência organizacional que esse empresário tem. não é um dos empresários de sucesso? aqui, mais do que nunca, vale aquele ditado chinês de ensinar a pescar...

Elísio Macamo disse...

o nando menete enviou-me o seguinte comentário por email: "Quanto mais acompanho iniciativas deste genero - no ambito da famosa responsabilidade social - mais sou obrigado a concordar com uma amiga da "nova metrópole" (Br) que defende que a Responsabilidade Social significa pagar impostos e não distribuir "migalhas"...O Estado só assim poderá ser fortalecido e por via disso a reducão de todos os tipos de dependencia maléfica, quer externas quanto internas.".

e eu acrescento: é isso mesmo! essa é a questão da responsabilidade. como é que vai haver responsabilidade quando o sistema político responde a outros? é o mesmo problema da famosa corrupção, do crime, etc.